(Crédito: Shutterstock Vladnik)

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O Instituto de Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) produziu um detalhado estudo sobre o perfil dos pequenos provedores brasileiros, a pedido da Abrint. Entre os resultados, apurou que as empresas de SCM (banda larga fixa) e de SVA (de Internet) cresceram mais de 50% em quatro anos:eram 6.440 empresas em 2012 e em 2016 esse número pulou para 9.030 empresas. Se forem agregadas as empresas de tecnologia da informação (como os portais de internet, prestadores de serviço de TIC, etc.) o setor, no ano passado, somava 104 mil corporações.

Entre as empresas típicas dos provedores de serviços de conexão banda larga e de internet (autenticação e serviços acessórios), 95,8% estão na categoria de sociedades limitadas. E desse contingente, ou das 8.695 empresas que não têm o capital aberto, 65,7% são optantes do Simples. “O estudo que fizemos confirma que essas empresas se tornam inviáveis quando passam a sair da zona tributária do Simples Nacional”, afirmou Cosmo Oliveira, que coordenou a pesquisa de mais de 80 páginas.

Empregos

Conforme o levantamento, ficou comprovado também que esse segmento é grande empregador. Em média, cada provedor tem cinco funcionários em sua folha de pagamentos. ” É um número bem acima ao da economia como um todo, cujas empresas têm em média dois funcionários”, afirmou Oliveira. Para o executivo, esse indicador mostra como a carga tributária brasileira é perversa, pois mesmo empregando muita gente, essas empresas não podem crescer, pois ao saírem do Simples Nacional, passam a pagar mais de 25% de imposto.