M-Pay mira mercado nacional de pagamento móvel


A M-Pay, empresa de pagamento móvel (mobile payment, em inglês) quer dominar mercado brasileiro neste setor. Após iniciar, há três meses, operações de pagamento móvel com vending machines (máquinas de auto-serviço, como as de refrigerante e guloseimas, por exemplo), a empresa agora quer ampliar o serviço para para entrar no segmento de ambulantes, entregas à …

A M-Pay, empresa de pagamento móvel (mobile payment, em inglês) quer dominar mercado brasileiro neste setor. Após iniciar, há três meses, operações de pagamento móvel com vending machines (máquinas de auto-serviço, como as de refrigerante e guloseimas, por exemplo), a empresa agora quer ampliar o serviço para para entrar no segmento de ambulantes, entregas à domicílio, e táxi. “Estamos desenvolvendo um movimento para ampliar a conveniência do usuário de celulares e de cartões de crédito, e expandir a capcidade de meios de pagamentos por diferentes acessos”, afirmou Jorge Marinho, presidente da empresa. Para tanto, investirá R$ 15 milhões até 2009, após ter investido, após ter investido R$ 10 milhões nos últimos dois anos, para iniciar suas operações de pagamento móvel, mirando um mercado potencial de 110 milhões de celulares.

O modelo da transação é baseado em canal de voz. A ligação é feita para uma URA (Unidade de Resposta Audível), que, na primeira transação, registra e cadastra o usuário. Ao final deste processo é conferida uma senha numérica digital individual, que funciona quase como uma assinatura digital. Após o processo de autorização, a URA emite um tom codificado em freqüência de voz, recebido pelo equipamento do vendedor, que pode ser tanto um celular quanto um POS (point of sales). A segurança “é dada por um algoritmo que fornece alguns bilhões de combinações possíveis, tornando praticamente impossível a repetição de um tom”, explica Marinho. Uma vez que o tom é identificado, o restante da operação ocorre de maneira semelhante às transações com cartão de crédito. O processo dura no máximo quinze segundos, e a média obtida em testes é de oito segundos por pagamento.

Marinho espera atingir 500 mil usuários ativos até meados de 2008. “Mas essa é uma estimativa conservadora, pois acreditamos que, vencida a barreira dos 200 ou 300 mil usuários inicias, esperamos um crescimento exponencial”, avalia. O POS (terminal que recebe o tom codificado) é alugado por cerca de R$ 60 por unidade, sendo que o vendedor paga pouco mais de R$ 100 de taxa de manutenção do serviço. As vantagens, segundo Marinho, é que “o peso de tráfego é atenuado em função da distribuiçõao natural dos celulares por operadoras, sendo que a transação é feita em voz, portanto utiliza-se majoritariamente da rede celular, que tem plena capacidade de suportar um número maior de ligações.”  E o executivo acrescenta: “é por isso que vc tem acesso a toda a base de celulares, porque o canal de voz é a única coisa que é comum a todos os aparelhos, independente da marca, tecnologia ou operadora”, conclui.  

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