Lucro do grupo Telefónica encolhe 89,5% no último tri de 2014. No ano, cai 34%


Resultado foi impactado pela operação na Venezuela, onde a empresa precisa efetuar conversão cambial a taxas fixadas pelo governo. A Telefônica Brasil teve receita, em euros, de 11,23 bilhões no ano, e de 2,85 bilhões no trimestre. O resultado faz da operação nacional responder por cerca de 22% do resultado do grupo, atrás apenas de Espanha, onde a receita é de 12 bilhões de euros.

O grupo espanhol Telefónica, que no Brasil controla a operadora de mesmo nome, divulgou nesta madrugada os resultados para último trimestre de 2014 e para o ano. No período que vai de outubro a dezembro, a empresa viu o lucro despencar 89,5%, a 152 milhões de euros.

A receita também caiu, 14,1%, para 12,39 bilhões de euros, e o Ebitda (lucro operacional antes de depreciação e amortização) teve queda de 35,9%, atingindo 3,19 bilhões de euros. A dívida líquida financeira da companhia diminuiu um pouco (0,6%), e fechou o ano em 45 bilhões de euros, ou 47 bilhões com o passivo trabalhista (2,74x o Ebitda).

Cesar Alierta, CEO do grupo, explicou que o principal motivo para o resultado negativo veio da Venezuela. No país, a companhia reavaliou ativos e sofreu efeitos regulatórios, que definiram taxas para operações cambiais. Ali, o Ebitda foi negativo em 915 milhões de euros, e o prejuízo chegou a 399 milhões de euros. A obrigatoriedade em usar uma taxa fixada pelo governo na conversão do Bolívar para o Euro reduziu em 2,16 bilhões de euros a receita no país, no trimestre.

No mundo, o grupo cresceu em número de clientes móveis (11% ano-a-ano). A base de clientes de smartphones aumentou 39%. A receita com dados móveis também aumentou (10,6%) em relação ao último trimestre de 2013. Segundo a empresa, o resultado vem acompanhado da evolução de sua rede LTE, que já tem 13 milhões de usuários.

No ano


Nos doze meses de 2014, a receita total alcançou 50,37 bilhões de euros, incluída a venda da o2 para a Hutchinson Whompoa no Reino Unido. O resultado é 11,7% menor que o obtido em 2013. O Ebitda encolheu 18,7%, para 15,5 bilhões de euros e o lucro líquido foi de 3 bilhões de euros, 34,7% menor que o do ano anterior.

O Capex do grupo atingiu 9,44 bilhões de euros. Desse total, 8,15 bilhões de euros foram para investimentos não ligados à licenciamento de espectro, um aumento de 16,9% sobre 2013. A dívida líquida equivale a 2,15x o Ebitda.

A Telefônica Brasil teve receita, em euros, de 11,23 bilhões no ano, e de 2,85 bilhões no trimestre. O resultado faz da operação nacional responder por cerca de 22% do resultado do grupo, atrás apenas de Espanha, onde a receita é de 12 bilhões de euros.

Guidance
A companhia também divulgou as metas para 2015 e expectativas para 2016. Neste ano, o objetivo é apresentar crescimento na receita total de 7% (5% em 2016). Prevê queda no Ebitda de no máximo 1%, mantendo o índice estável no ano seguinte. A dívida pode crescer, mas sem ultrapassar 2,35x o Ebitda.

A relação entre o Capex e a receita deverá aumentar dos atuais 16,7% para 17%, mantendo-se constante em 2016. Estas previsões já incluem os benefícios obtidos com a fusão entre a Telefônica Brasil e a GVT.

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