Lucro da Vivo aumenta 153% e totaliza R$ 340 milhões no trimestre


A Vivo Participações fechou o terceiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 340 milhões,  153,9% superior ao valor apurado no 3T08. No acumulado do ano, a operadora registra lucro de R$ 635,9 milhões, 72,7% maior que em igual período do ano anterior. A receita líquida de serviços de R$ 3,78 bilhões representa aumento …

A Vivo Participações fechou o terceiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 340 milhões,  153,9% superior ao valor apurado no 3T08. No acumulado do ano, a operadora registra lucro de R$ 635,9 milhões, 72,7% maior que em igual período do ano anterior. A receita líquida de serviços de R$ 3,78 bilhões representa aumento de 4% em relação ao 3T08. A operadora também registrou crescimento sustentado da receita de dados e Serviços de Valor Adicionado (SVAs), que, na comparação com o 3T08 e 2T09, evoluiu 40,1% e 11,7%, respectivamente, atingindo 13,5% da receita líquida de serviços, com destaque para o crescimento de 76% das receitas de internet móvel. Os resultados consolidados consideram os dados financeiros da Telemig Celular.

A margem Ebitda de 34,4% no trimestre representa aumento de 1,9 ponto percentual em relação ao 3T08 e 4 pontos percentuais quando comparada com o 2T09. O Ebitda atingiu R$ 1,4 bilhão no trimestre, uma evolução de 6% na comparação com o 3T08.

Adições

No 3T09, a empresa conquistou 2,028 milhões de novos acessos, com 31,2% de share de adições líquidas, liderando esse indicador. Em relação ao 3T08, o crescimento é de 10,1%. Em setembro, a base da Vivo atingiu 48,847 milhões de acessos, ampliando seu market share geral para 29,4% e de 31,4% em pós-pago, mantendo a liderança no mercado nacional. O crescimento da base em número de acessos no trimestre é de 15,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No final do trimestre, a  rede 3G, lançada em outubro de 2008, atendia 561 municípios, atingindo 60% da população. O parque de acesso a planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas, cresceu 181% na comparação com o 3T08. A operação em GSM/WCDMA alcançou mais de 39,4 milhões de acessos, representando 80,7% do parque total.

Investimentos

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O Capex do 3T09 representa um percentual de 13,4% sobre a receita líquida. Os investimentos continuam sendo destinados a aumento da cobertura das redes de 2ª e 3ª geração, ampliação da capacidade nas regiões onde exista demanda, com especial atenção para o Nordeste e cumprimento das metas de cobertura estabelecidas pela Anatel. Além dos investimentos em rede, a operadora alocou recursos  para aumentar a capacidade em sistemas, tanto em hardware quanto em software e no desenvolvimento e modernização da rede de lojas próprias. No acumulado do ano, o Capex totalizou R$ 1,69 bilhão, menor que o apresentado no mesmo período do ano anterior, em decorrência do gasto nas licenças.

Em teleconferência para comentar os resultados, o presidente da Vivo, Roberto Lima, enfatizou que a empresa vai manter os investimentos programados para o ano, de R$ 2,6 bilhões. Segundo ele, a meta traçada para o ano será concretizada, pois "no quarto trimestre, historicamente, há uma concentração de aportes em expansão da rede", para fazer frente a um aumento da demanda no fim do ano.

Equilíbrio e dívida 

Lima também destacou que a maior geração de caixa, aliada a menores despesas financeiras e custos mais baixos com depreciação e amortização, garantiram à Vivo o lucro líquido de R$ 340 milhões no trimestre. "O equilíbrio entre vendas e rentabilidade nos levou a este resultado", comentou.

A vice-presidente executiva de Finanças, Planejamento e Controle da operadora, Cristiane Barretto, destacou que o pré-pagamento da dívida referente à compra de licenças 3G à Anatel trouxe uma melhora no perfil da dívida. A relação entre despesas financeiras do terceiro trimestre e o endividamento médio do período, que era de 3% no terceiro trimestre de 2008, baixou para 2,15%. "No período, foram R$ 100 milhões a menos de despesas financeiras", informou a executiva. Também contribuiu para um melhor resultado líquido uma despesa menor com depreciação e amortização de ágio, que saiu de R$ 821,9 milhões no terceiro trimestre de 2008 para R$ 797,1 milhões este ano. (Da redação)

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