Lucro da Telefônica Vivo cai 18,4% no primeiro trimestre


Companhia investiu R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, 41,4% mais do que em no mesmo período de 2013. Foco será na expansão de FTTH, investimentos em cobertura 3G e 4G, além de capacidade móvel. Operadora aposta em convergência fixo-móvel para ampliar adições líquidas fora de São Paulo.

logo_vivo02A Telefônica Vivo apresentou nesta quinta-feira (8) o balanço financeiro e operacional do primeiro trimestre de 2014. A companhia registrou lucro líquido de R$ 660 milhões, queda de 18,4% em relação aos R$ 1,23 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior. Em relação ao trimestre diretamente anterior, a queda no lucro foi de 46,3%.

A companhia explicou a queda no lucro líquido como resultado do menor Ebitda e às maiores despesas financeiras apresentadas no período.

A receita operacional líquida, que somou R$ 8,61 bilhões, ficou estável em relação à registrada no primeiro trimestre de 2013 e cerca de 5% menor do que a registrada no trimestre anterior. A margem Ebitda foi 1,9 ponto percentual menor na comparação ano a ano, com o Ebitda totalizando R$ 2,56 bilhões.

O Capex do primeiro trimestre deste ano somou R$ 1 bilhão, 41,4% superior ao primeiro trimestre de 2013. “Esta evolução já demonstra o patamar mais alto de Capex projetado pela Companhia para o ano de 2014, que terá como foco a expansão do footprint de FTTH, investimentos em cobertura 3G e 4G, além de capacidade móvel visando manutenção superior do padrão de qualidade”. Em relação ao trimestre anterior, no entanto, houve queda no Capex de 46,3%.

A companhia voltou a falar nesta quinta-feira (8) sobre a estratégia para se transformar em uma telco digital. Os objetivos são fortalecer a liderança no mercado móvel, transformar o negócio de serviços fixos e transformar a experiência dos clientes. Para isso, Paulo Cesar Teixeira, CEO da Telefônica Vivo, frisou em conversa com analistas que a companhia investirá em uma rede móvel robusta, apostará em vídeo por fibra óptica, monetização de dados e evolução na relação com os clientes.

Acessos móveis
O total de acessos atingiu 93,9 milhões no trimestre, dos quais 78,5 milhões no negócio móvel e 15,4 milhões no negócio fixo. A companhia destacou a aceleração no acessos pós-pagos, com expansão de 27,6% ano a ano no primeiro trimestre de 2014, ante alta de 26% ano a ano no último trimestre de 2013.

O total de acessos móveis registrou aumento de 3,3% frente ao primeiro trimestre de 2013. A receita média por usuário (Arpu) do serviço móvel ficou estável na comparação anual (alta de 0,7%) no período, apesar das  reduções da VU-M, impulsionado pelo crescimento do ARPU de Dados, de 17,5% no mesmo período. Para Teixeira, as oportunidades de avanço em dados móveis ainda são grandes, uma vez que a penetração de smartphones na base da operadora Vivo atingiu 47%, mas apenas 28% do total de usuários conta com pacotes de dados. “As pessoas usam Wi-Fi ou utilizam pacotes de dados diários ou semanais”, explicou o CEO em conversa com analistas para apresentação dos resultados.

Para estimular a contratação de pacotes de dados, a Vivo lançará dois novos pacotes de dados para usuários pré-pagos esta semana. Sobre a concorrência no segmento pós-pago, Teixeira afirmou que a Telefônica Vivo, diferentemente da concorrência, não mantém uma estratégia de subsídios a aparelhos.

No segmento de conexões máquina a máquina (M2M), a base de acessos somou 2,6 milhões de clientes ao final do primeiro trimestre do ano, um aumento de 11,4% quando comparado ao trimestre anterior. Teixeira salientou que a desoneração do Fistel para M2M é uma medida importante do governo, mas lembrou que, por não afetar máquinas de pagamento (POS), pode ter efeito limitado.

O CEO da Telefônica Vivo também reforçou o esforço da companhia em estimular a migração dos usuários pré-pagos para pós-pagos. No começo de abril, a operadora passou a oferecer a possibilidade de usuários pós-pago de planos controle efetuarem o pagamento de fatura em cartão de crédito, o que é visto como um estímulo para a adoção desse tipo de plano por clientes de baixa renda.

Acessos fixos
A companhia reforçou o discurso de avanços na contenção de perdas de acessos na telefonia fixa. A adição líquida mensal média no primeiro trimestre ficou em 44 mil (incluindo aqui a venda do VIVO Box, banda larga fixa, utilizando as redes 3G e 4G). A oferta do serviço FWT (telefone que utiliza a rede móvel para venda do serviço fixo) fez com que a companhia registrasse retomada das adições líquidas positivas de janeiro a março (28 mil), ante perdas de clientes no primeiro trimestre de 2013 (-31 mil).

Questionado por analistas sobre o baixo volume de subscrições no serviço de banda larga fixa no trimestre (a média mensal de adições líquidas ficou em 15 mil), o CEO da Telefônica Vivo afirmou que a venda do Vivo Box será voltada agora para a oferta na rede LTE (4G), o que, espera ele, deve acelerar as adições líquidas.

A ampliação da rede de fibra óptica e a aceleração do número de casas passadas e acessos no serviço de IPTV também são promessas da operadora.

 

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