Lucro da Telefônica cai 12,3% no trimestre


Companhia teve ganhos de R$ 580 milhões. Custos com encargos financeiros pesaram, após crescerem 33,9% ano a ano. Em compensação, receita operacional líquida aumentou, impulsionada por serviço móvel, uso de dados e SVA, banda larga fixa e TV por assinatura.

A Telefônica Brasil divulgou na manhã desta quarta-feira (13) os resultados financeiros para o período de janeiro a março de 2015. Nestes meses, registrou receita operacional líquida de R$ 8,9 bilhões, maior 4,3% que no mesmo período de 2014. O lucro obtido foi menor 12,3% ano a ano, ficando em R$ 579,7 milhões.

Segundo a companhia, o lucro caiu devido a aumento das despesas financeiras, cujos encargos aumentaram 33,9%, para 213,9 milhões. Os custos com financiamento no exterior também aumentaram, ficando em R$ 172,4 milhões, mas foram compensados por operações com derivativos.

A Telefônica comemora, no entanto, o resultado. No comunicado ao mercado, ressalta que obteve o maior crescimento da receita operacional líquida em três anos. O total de acessos atingiu 97,2 milhões no período, alta de 3,5% ano a ano, dos quais 81,9 milhões no segmento móvel e 15,3 milhões no fixo.

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A base de usuários de telefonia móvel teve crescimento 16% nos acessos pós-pagos, que agora somam 28,9 milhões. Esta categoria já representa 35,4% da base de acessos móveis. Com isso, a receita por usuário também foi ampliada. O ARPU móvel registrou crescimento de 4,3%, impulsionado pelo crescimento do ARPU de Dados, de 26,3% ano a ano. O total de acessos móveis (pré, pós e M2M) ficou em 81,86 milhões, mais 4,3%. No pré-pago, a companhia perdeu 581 mil clientes, ficando com base de 52,97 milhões. O churn médio mensal foi de 2,9%. A receita com telefonia móvel aumentou  8,4%, para R$ 5,9 bilhões.

O faturamento com dados e SVA subiu 31,3% e já representa 42% da receita de serviço móvel (R$ 2,48 bilhões), alavancada pelo crescimento da internet móvel, cujo faturamento aumentou 45,8% no trimestre, em relação a 2014. A receita de uso de rede do trimestre variou -27,9% em relação ao ano passado, principalmente em função de redução de 33% das tarifas de VU-M ocorrida em fevereiro.

A receita de serviços fixos caiu -4,0%, para R$ 2,74 bilhões. A base de usuário de voz fixa encolheu 2%, para 10,6 milhões. Banda larga fixa também registrou perda de clientes (-0,2%), que atualmente somam 3,9 milhões. Os acessos de banda larga totalizaram 3,91 milhões no trimestre (-0,2%), enquanto a solução FTTH teve 429 mil acessos (+81,7%), com adição de 54 mil novos acessos. O parque em IPTV chegou a 111 mil acessos no 1T15. Os acessos de TV mantiveram o crescimento evoluindo 22,7%. Foram 20 mil adições líquidas, totalizando 791 mil assinantes. A receita de TV por assinatura evoluiu 22%, para R$ 168,7 milhões.

O EBITDA recorrente do primeiro trimestre totalizou R$ 2,6 bilhões, praticamente estável em relação ao 1T14, afetado por um “nível mais elevado de inadimplência, em um ambiente econômico mais desafiador”, afirma o comunicado. A margem EBITDA atingiu 28,6% no trimestre, -1,2 p.p. versus 1T14. A companhia teve capex de R$ 1,3 bilhão no trimestre, 26,8% maior que no mesmo período do ano passado. A dívida líquida caiu 28,6%, para R$ 2,6 bilhões, 0,25 do EBITDA.

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