Luciani defende infraestrutura compartilhada para reduzir preço do serviço móvel


O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, defendeu nesta terça-feira (26) a mudança na estrutura da oferta dos serviços móveis para atingir uma demanda reprimida ainda muito grande no país. Ele entende que a abertura do mercado de atacado da infraestrutura fixa, investimentos conjuntos em redes e uma política de espectro eficiente podem dobrar o tamanho da receita das celulares, que hoje já ocupa o quarto lugar no mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão.

Segundo Luciani, um dos palestrantes de hoje na Futurecom, o Brasil representa atualmente uma oportunidade única de crescimento para o setor no mundo. De outro modo, entende que, sem o esforço do setor, o país poderá ter gargalos no seu desenvolvimento. Ele disse que o problema do setor não é de penetração, que já está perto de 100%, nem de uso, já que existe uma demanda reprimida. “O problema é o preço, que ainda é muito alto”, disse.

O presidente da TIM Brasil disse também que há ainda uma grande lacuna de oferta de dados no país e, por isso, o percentual de receita desse serviço é um dos menores do mundo, apesar do mercado latente de 26 milhões de brasileiros que usam a internet, mas não possuem acesso e gastam cerca de R$ 1 por hora para se conectar em lan hauses. “Esse mercado é do tamanho da Austrália”, ressalta.

Luciani disse que todas essas deficiências são decorrentes do alto preço do uso da rede no país, já que os equipamentos (celulares, smartphones, tablets) tiveram os preços reduzidos em 80% nos últimos anos e os equipamentos de rede (antenas, por exemplo) apresentaram queda de 50%. Ele disse que, nesse período, o preço do aluguel de rede no Brasil subiu o que tem sido um empecilho para atender especialmente os habitantes da zona rural, onde há maior demanda reprimida do serviço.

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