Loral Skynet quer crescer no Brasil


O Brasil representa um fatia de 15% no faturamento da Loral Skynet, empresa norte-americana de satélites. O país é atendido pelo Estrela do Sul (EDS) 1/Telstar 14 (banda Ku).  De acordo com Rick Mortellaro, vice-presidente global de vendas da companhia, 20% da capacidade satelital do EDS1 ainda não são utilizadas, o que representa uma boa …

O Brasil representa um fatia de 15% no faturamento da Loral Skynet, empresa norte-americana de satélites. O país é atendido pelo Estrela do Sul (EDS) 1/Telstar 14 (banda Ku).  De acordo com Rick Mortellaro, vice-presidente global de vendas da companhia, 20% da capacidade satelital do EDS1 ainda não são utilizadas, o que representa uma boa perspectiva de crescimento. Vale frisar que o satélite atende outros países sul-americanos. Além disso, a empresa lança mais um satélite em 2008,  o Telstar 11N, que atenderá Américas do Norte e Central, além de Europa e África. “O que pode ocorrer, mas isto ainda não está definido, é um remanejamento de capacidade, liberando transponders do Estrela do Sul 1 para atender a crescente demanda do mercado brasileiro”, diz Mortellaro, em entrevista ao Tele.Síntese.

A Loral Skynet faturou US$ 152 milhões no mundo em 2005. A empresa faz parte da  Loral Space and Communications – a outra empresa do grupo, a Space Systems Loral, constrói os satélites. No Brasil, a subsidiária, com sede no Rio de Janeiro, oferece serviços de vídeo e dados para uma variedade de clientes, incluindo redes de televisão regionais, agências de governo e organizações de telecomunicações tradicionais. “É difícil dizer quais são as porcentagens relativas aos serviços de vídeo e dados, respectivamente. Entretanto posso afirmar que muita da nossa capacidade no Brasil é voltada a serviços de dados broadband”, acrescenta Mortellaro.

Lotéricas

Um destes serviços é fruto de uma parceira com a Vicom, empresa adquirida pela Comsat Internacional. Por meio dela, a Loral Skynet do Brasil forcenece capacidade de banda Ku do EDS1 para uma rede baseada em IP/VSAT (Very Small Aperture Terminal) para conectar mais de 6 mil lotéricas e agências bancárias em todo o Brasil. Com o acordo, a Comsat passa a operar e controlar sua rede de comunicações híbrida para a Caixa Econômica Federal.

No segmento de educação à distância, a Loral participa do projeto UNISA Digital (unidade de ensino à distância da Universidade de Santo Amaro), que possibilita graduação superior à distância em mais de 100 cidades de todo o país. Neste caso, foi usada a solução tecnológica de geração de aulas via Estrela do Sul 1. Outra instituição de ensino brasileira que adota o satélite da Loral é a SINAL-SAT, que se utiliza da banda Ku para transmissão à distância de cursos preparatórios para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e carreiras públicas como magistratura, procuradoria e cargos para delegados e peritos da Polícia Federal. Até o final do ano, a empresa espera contar com 100 unidades montadas e mais de 5 mil alunos em todas as regiões do país.

No cenário intenacional, este mercado vive um momento de fusões, como a das gigantes PanAmSat/Intelsat – perto de se concretizar formalmente. Para Mortellaro, essa tendência deve se atenuar. “Eu acredito que possa ainda haver alguma consolidação na indústria de satélites no futuro, mas me parece que as grandes consolidações já ocorreram”, conclui.

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