TIM vai transformar Live em provedor nacional de banda larga fixa “pelo ar”


Presidente da TIM Brasil (foto: divulgação)
Presidente da TIM Brasil (foto: divulgação)

A banda larga fixa vai chegar à casa do consumidor cada vez mais pelo ar, no que depender da TIM. O Live TIM, serviço de banda larga por fibra óptica da operadora, está sendo repensado para se tornar um provedor de acesso à internet banda larga em todo o país. Hoje, a empresa opera apenas em Rio de Janeiro e São Paulo. Para se expandir com rapidez, a decisão é investir em tecnologia WTTx, sigla que significa uso de conexão sem fio na ponta que chega ao consumidor, explorando o espectro de 700 MHz.

A decisão foi apresentada nesta quarta-feira, 19, por Stefano De Angelis, CEO da TIM Brasil. Segundo ele, o futuro da conectividade reside em soluções híbridas que misturam o fixo e o móvel. “A TIM vai alavancar sua rede de ultra banda larga para ganhar participação no mercado residencial. Haverá diferença entre a banda larga [por LTE] pessoal e a residencial”, avisou.

O CEO da TIM não detalhou cronograma para a expansão desta nova Live TIM. Mas destacou que vai atender as cidades onde o espectro de 700 MHz for liberado. O cronograma do governo de limpeza desta faixa se estende até 2018.

“Vai ser uma oportunidade muito grande para a TIM com a disponibilidade da frequência de 700 MHz. Nos vai permitir chegar rapidamente com banda larga em todo o país”, falou a jornalistas. A interiorização da oferta residencial deve ser o foco. “Especialmente nas pequenas cidades temos grandes oportunidades a explorar. Se tirarmos o Sudeste, Sul e Bahia, o restante do Brasil tem menos de 40% de penetração de banda larga, e quando tem, tem velocidade abaixo de 12 Mbps”, conclui De Angelis. Ele participa da Futurecom 2016, evento que acontece em São Paulo nesta semana, e reúne representantes do setor de telecomunicações.

De Angelis não detalhou as ofertas que o Live TIM terá, velocidades, quais as primeiras cidades que devem ser atendidas, nem se a conexão poderá ser já LTE-Advanced (LTE-A). O LTE-A usa mais de uma portadora (faixa de frequência) para entregar velocidades mais altas. Além dos 700 MHz, a TIM explora pedaços de espectro principalmente nas bandas de 2,5 GHz e 1,8 GHz. Enquanto no LTE a velocidade de conexão alcança os 100 Mbps, no LTE-A é possível chegar ao patamar de 1 Gbps.

O TIM, com sua Live, encerrou agosto com 319 mil assinantes, após crescer quase 55%, oferecendo, ainda, somente conexão por fibra. A segunda empresa que mais cresceu em termos relativos em um ano (41%) foi a Sky, que já vende banda larga fixa por LTE. Os dados são da Anatel.

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6 Comments

  1. Vagner Ornelas
    19 de outubro de 2016

    Sempre pedi para a Tim lançar uma versão de banda larga fixa pelo 4G, parece que eles realmente estão ouvindo os clientes, ter o Livetim pelo 4G vai ser a cereja do bolo, a cartada de mestre. Muitas vezes em casa, deixei de usar a internet fixa que é um ADSL horrível justamente para usar o 4G da Tim no celular que é muuuuuito mais rápido.

  2. Eduardo
    19 de outubro de 2016

    Se tiver franquia não vai ser legal. Ping alto então.

  3. Julieta
    19 de outubro de 2016

    Quando essas opções chegarão a Petropólis? Parece q essa cidade não existe pra bsnda larga fixa. Na existe a oi velox ( que é uma droga) nas localidades fora do centro histórico.

  4. Julio
    20 de outubro de 2016

    “Além dos 700 MHz, a TIM é dona de pedaços de espectro nas bandas de 2,5 GHz e 1,8 GHz. ” Dona??? É uma concessão do estado. Jamais poderia ser dona.

    • 20 de outubro de 2016

      Tem razão. Corrigindo!

  5. 20 de outubro de 2016

    Já existe data para a utilização dos 790Mhz e como será a “divisão” das operadoras?