Libertado o presidente da Cisco no Brasil


Pedro Ripper, presidente da subsidiária brasileira da Cisco, Daniela Ruiz, vice-presidente, e Marco Sena, diretor de canais, foram liberados pela Polícia Federal nos primeiros minutos de hoje, juntamente com outras 31 pessoas presas na Operação Persona, que investiga suposta fraude na importação de equipamentos Cisco pela distribuidora Mude. O único executivo da Cisco que continua …

Pedro Ripper, presidente da subsidiária brasileira da Cisco, Daniela Ruiz, vice-presidente, e Marco Sena, diretor de canais, foram liberados pela Polícia Federal nos primeiros minutos de hoje, juntamente com outras 31 pessoas presas na Operação Persona, que investiga suposta fraude na importação de equipamentos Cisco pela distribuidora Mude. O único executivo da Cisco que continua detido é Carlos Roberto Carnevalli, ex-diretor geral da subsidiária e ex-vice-presidente da América Latina.

Na sexta-feira, apesar de o Ministério Público Federal ter solicitado a renovação da prisão de 15 dos envolvidos, o juiz da 4ª Vara Federal Criminal, Alexandre Cassetari, decidiu renovar apenas seis. Além de Carnevalli, continuam detidos dirigentes da Mude (Hélio Pedreira, sócio, e Moacir Santos, presidente) e de empresas que atuam com ela, além de um auditor fiscal. De acordo com investigação conduzida pela Polícia Federal, o subfaturamento na importação de equipamentos Cisco, por meio de uma bem montada engenharia que envolvia várias empresas de fachada, produziu um prejuízo aos cofres públicos da ordem de US$ 1, 5 bilhão, em cinco anos.

Além da redução do valor dos bens importados e alteração do volume de hardware e software de cada equipamento (a tributação do software é menor), a sonegação fiscal envolvia a maquiagem de processo de fabricação local de equipamentos em Ilhéus, na Bahia. Os impostos de bem fabricado no país são menores. A suspeita da PF é que o esquema foi montada pela Mude com pleno conhecimento da Cisco, o que a empresa nega. (Da Redação)

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