Entre as ações da Qualcomm para fortalecer a sua presença no Brasil, está o desenvolvimento de medidas para incentivar a adoção rápida da tecnologia 3G e a expnsão da banda larga por meio do acesso móvel. Os investimentos nessa direção envolvem o apoio ao trabalho de desenvolvedores de aplicativos; parcerias com operadoras, fabricantes e revendedores; e negociações com o governo para desenvolvimento de projetos nessa direção. “Pelas projeções, a base de celulares 3G só vai superar a de 2G em 2015. Temos que acelerar esse processo”, afirma Rafael Steinhauser, recém-nomeado presidente da empresa na América Latina, lembrando que hoje, de cinco celulares vendidos no Brasil, apenas um é smartphone. “Estamos atrasados em relação à América Latina”, diz.

Por enquanto, a direção regional da Qualcomm ainda está montando seu plano estratégico para 2012, para atingir esses objetivos, que incluem ainda a introdução de novas tecnologias de empresas adquiridas por ela como Atheros, especializada em connectividade wireless, Gesture Tek, que permite o reconhecimento de gestos, e HaloIPT. Esta última aquisição em tecnlogia de carregamento sem fio de baterias, foi anunciada na terça-feira (8). Da mesma forma, só agora inicia o processo de discussão com o governo sobre como pode atuar para apoiar o Plano Nacional de Banda Larga e a política na área de semicondutores. Mas como a Qualcomm é uma desenvolvedora de projetos de circuitos integrados, que vive de royalties, e não fabricante, seu maior aporte, na avaliação de Steinhauser, é contribuir para o país ter uma legislação de propriedade intelectual (patentes) que seja eficiente. “Uma legisção simples e eficiente estimula os investimentos”, acredita ele.

Aplicativos

A Qualcomm deve concentrar mesmo seus esforços é na contribuição ao desenvolvimento de um ecossistema que ajude ao avanço da tecnologia 3G. “Além da necessidade de as operadoras ampliar a cobertura, é preciso que os usuários vejam sentindo em investir em um celular com mais recursos e, portanto, um pouco mais caro”, avalia Steinhauser. Para isso, o celular precisa ter funcionalidades e facilidades adequadas ao perfil do mercado brasileiro e muitos aplicativos.

 

Entre as funcionalidades, ele diz que não faz sentido comercializar smartphone que não seja dual chip e não tenha a recepção de sinais de TV aberta. “São duas demandas básicas do mercado. Nosso papel é ajudar os fabricantes a portar essas facilidades para as diferentes plataformas”, informa. No caso do apoio aos desenvolvedores, por meio de laboratório próprio ou de terceiros, a ideia é desenvolver aqui um trabalho semelhante ao realizado pela empresa na China e na Índia. “A Qualcomm não vai desenvolver aplicativos, mas dar apoio a que os desenvolvedores o façam “, afirma Steinhauser, que deverá anunciar no primeiro semestre de 2012 as atividades que serão desenvolvidas.