LG-Nortel quer conquistar o mercado brasileiro de PMEs


A joint-venture formada pela LG Eletronics e Nortel quer atingir, até 2010, receita de US$ 50 milhões no Brasil, atendendo principalmente o mercado de pequenas e médias empresas (PMEs). Para atingir esse objetivo a empresa pretende recrutar e treinar mil revendas, ampliar o portfólio de produtos, e investir US$ 1,5 milhão em marketing. A parceria …

A joint-venture formada pela LG Eletronics e Nortel quer atingir, até 2010, receita de US$ 50 milhões no Brasil, atendendo principalmente o mercado de pequenas e médias empresas (PMEs). Para atingir esse objetivo a empresa pretende recrutar e treinar mil revendas, ampliar o portfólio de produtos, e investir US$ 1,5 milhão em marketing. A parceria quer investir em PABX IP, switches e roteadores, especialmente desenhados para o público de empresas de pequeno a médio porte.

A empresa estabeleceu três estratégias de vendas “que são complementares entre si”, explicou hoje Juan Chico, presidente da Nortel Brasil. A primeira, iniciada há seis meses, tem foco na conquista de canais: “nosso objetivo é conquistar o mercado de PMEs por meio das revendas”, afirmou o executivo, destacando que esse mercado tem peculiaridades: “não há exclusividade no mundo das PMEs, elas não esperam nem se casam com ninguém.”

A segunda parte da estratégia, que está sendo iniciada agora, é ampliar a atuação junto as operadoras, para que elas atuem também com os produtos da LG-Nortel, complementando a atuação das revendas. Já a terceira parte envolve as grandes redes varejistas, “que atuam diretamente com o consumidor residencial, que também faz parte de nossos planos”, avaliou Chico. A empresa estuda com alguns parceiros a fabricação local, mas ainda não tem data definida para iniciar este processo. “Vamos estudar o desempenho destes produtos, mas a intenção é começar a fabricar aqui num futuro próximo”, ressaltou Chico.

Dentre os produtos lançados pela joint no Brasil, o carro chefe é o PABX ipLDK-60, especialmente desenhado para atender os requisitos e especificações do mercado brasileiro de PMEs. O produto poderá servir como plataforma para exportação para outros países da região. Chico salienta que já há demanda para esse tipo de produto em outros países da América Latina. “As adaptações para estes países são mínimas, já que o Brasil é o pais com os protocolos mais complicado da região. Se conseguimos entrar no Brasil, conseguiremos entrar em qualquer lugar do mundo”, conclui.

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