Leucotron: cresce a demanda por PABX híbrido.


Dados de mercado indicam que 85% dos terminais de telefone no Brasil ainda são analógicos e mostram que este ano deve marcar o início de um movimento de migração para os PABX IP ou híbridos. “Temos a percepção de que a migração está acontecendo, mas percebemos que as empresas, principalmente as de porte médio, estão …

Dados de mercado indicam que 85% dos terminais de telefone no Brasil ainda são analógicos e mostram que este ano deve marcar o início de um movimento de migração para os PABX IP ou híbridos. “Temos a percepção de que a migração está acontecendo, mas percebemos que as empresas, principalmente as de porte médio, estão optando mais pelos terminais híbridos do que pelo IP puro”, afirma Marcos Goulart, presidente da Leucotron.

Na avaliação de Goulart, um dos fatores que leva as empresas a comprarem equipamentos híbridos é o custo da transmissão de dados, ainda alto no país, e a velocidade de transmissão. “Muita gente acha que a qualidade do VoIP ainda não é a ideal”, diz Goulart. “Portanto, a evolução da infra-estrutura é que vai definir o ritmo da migração”, acredita.

Independente da opção pelo IP puro ou por terminais híbridos, a fabricante nacional está preparada para atender a demanda, com planos de aumentar em 40% seu faturamento, que foi de R$ 31 milhões no ano passado. “Há três anos lançamos nosso produto VoIP, temos uma linha completa de PABX IP e uma solução de produto híbrido, que permite à empresa trabalhar com  troncos IP e ramais IP, além de troncos analógicos, troncos digitais, ou ISDN e interface para ligações celular-celular, via PABX”, destaca Goulart.

Certificação

Apesar do cenário positivo, o presidente da Leucotron manifesta preocupação com a certificação de equipamentos pela Anatel, que tem demorado em média seis meses, metade desse tempo na fila de espera para o teste. “Aumentou muito a quantidade de produtos, a certificação é renovada a cada ano, e o número de laboratórios não cresceu na proporção da oferta de produtos”, aponta Goulart. Outro fator que está preocupando a fabricante nacional é o aumento de produtos não certificados comercializados no país. “É uma ameaça para quem está produzindo no país”, comenta Goulart.

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