Lenovo vai ampliar produção para data centers no Brasil


A Lenovo definiu meta agressiva para a unidade brasileira de data centers em 2019. O country manager da subsidiária, Rodrigo Guércio (foto), afirma que será possível quadruplicar as receitas em comparação com 2018, quando as vendas já dobraram.

“Ano passado já dobramos nossa receita. Agora, queremos chegar ao final deste ano com faturamento três a quatro vezes maior que em 2018. Teremos que tomar o primeiro e o segundo lugar dos concorrentes, mas temos vantagens muito fortes para ter um crescimento sustentável ao longo deste ano”, afirmou o executivo ao Tele.Síntese, durante evento realizado em São Paulo.

Os motivos para otimismo são vários. A empresa vem de uma reestruturação que enxugou despesas nos últimos anos. Em 2016 transferiu a fábrica de Itu para Indaiatuba, no interior de São Paulo, um ano depois de liquidar ativos que não trouxeram resultados, como os da CCE.

De lá pra cá, reviu o modelo organizacional que unia as vendas de PCs e servidores. O resultado da revisão foi a criação da Lenovo Data Center, que tem administração separada da unidade de PCs, mas compartilha a capacidade de produção.

Produção ampliada

Ultrapassada esta fase, novos investimentos passaram a fazer sentido. A planta de Indaiatuda já passa por ampliação. “Estamos investindo na produção local, dando ao Brasil capacidade de produzir coisas que não conseguíamos antes. O investimento em infraestrutura nos permitirá abordar verticais que não abordávamos”, conta.

Ainda este ano, os produtos de storage criados junto com a NetApp, parceria anunciada em setembro de 2018, serão feitos aqui. A empresa também trará equipamentos de computação de alto desempenho (HPC na sigla em inglês), entrando definitivamente neste segmento do mercado local que, embora pequeno, deve crescer devido à proliferação da inteligência artificial.

“Hoje, um de cada quatro sistemas dos 500 principais HPC do mundo são Lenovo. No Brasil, vamos atacar este mercado a partir deste ano. Precisávamos formar pessoal. HPC era algo exclusivo de centro de pesquisa ou da Petrobras. Era um negócio restrito, que agora vai começar a se massificar”, prevê.

Os mercados mais tradicionais da empresa, como os de servidores x86, também vão bem, afirma o executivo. “A gente cresce dois dígitos ano a ano. Nos últimos seis meses dobramos o market share em algumas categorias. Crescemos em servidores duas vezes mais rápido que os concorrentes. É uma questão de tempo para transitarmos ali entre o segundo e primeiro lugar”, afirma.

A expansão também aproveita o bom momento do mercado de data center brasileiro. Conforme previsão da IDC Brasil, o segmento de nuvem pública, por exemplo, deve crescer 35,5% no país em 2019 e faturar US$ 2,3 bilhões. Até 2022, o setor deverá movimentar US$ 5,88 bilhões ao ano.

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