Leilão frequências: Mesmo com alguns preços salgados, Abrint gosta do edital


João Pessoa – ” Os pequenos provedores têm plenas condições de participar da licitação de frequência lançada pela Anatel”, comemorou Basílio Perez, diretor de regulação da Abrint (entidade que representa os pequenos provedores), ao tomar conhecimento das regras do leilão, principalmente a venda da C, que aglutina as faixas de 2,5 GHz, (de 2.500 MHz) e cujos preços e condições de pagamento são bem vantajosas. O executivo participa do IGF 2015 (Internet Governance Fórum), que acontece na Paraíba.

Ele ressaltou que, apesar de em algumas cidades maiores e mais ricas, os preços da venda da frequências estarem “salgados”, como, por exemplo em Barueri, em São Paulo, que uma das bandas do lote C custará R$ 5 milhões, esses preços não irão tirar o brilho do leilão.

Até porque, ponderou, nessas cidades é mesmo difícil que os pequenos provedores tenham interesse em comprar o espectro pois a sua maioria está localizada em cidades menores. “Nessas cidades mais caras, devem aparecer grandes provedores e é melhor que eles paguem mais pelo espectro”, ponderou o executivo.

A entidade está se preparando para apresentar diferentes alternativas de equipamentos para os seus associados, de maneira a ajudá-los a fazer o modelo de negócios e a melhor proposta.

O leilão ocorrerá no dia 17 de dezembro, e a entrega de propostas, no dia 10. São três lotes, com diferentes tipos de preços e de frequências. Os lotes A e B contêm as faixas em FDD – voltadas para as operadoras de celular nas faixas de 1,8 GHz e 2,5 GHz. Neste lote há exigências de garantias cobranças de juros no parcelamento do pagamento e menor prazo para quitar a dívida.

No lote C, as formas de pagamento são mais amenas, os juros menores, e os preços bem vantajosos. Na maioria das cidades os valores variam apenas entre R$ 19 a R$ 1 mil o preço mínimo. Mas como são duas bandas, a T e a U, na banda com mais espectro, há cidades importantes cujos preços mínimos variam de R$ 400 mil a R$ 17 milhões.

A jornalista viaja a convite do CGI

~

Anterior Comitê Gestor da Internet fecha texto para regulação do Marco Civil
Próximos Neutralidade da rede pode ter carta de princípios