Leilão do 5G não será arrecadatório, diz secretário de Infraestrutura


 

Carlos Roseiro, diretor de Soluções da Huawei

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, afirmou hoje, 10, em uma live, que o leilão do 5G, adiado deste ano para 2021, não terá viés arrecadatório. Cord e outro participante do evento, o diretor de Soluções da Huawei, Carlos Roseiro, apontaram que a nova tecnologia será uma importante ferramenta para a retomada da economia do Brasil no contexto pós pandemia.

“Quando se coloca se o leilão vai ter uma função fiscal, acho que isso já está pacificado que não. O que precisamos é induzir um setor mais competitivo”, argumentou, reforçando que esse também é o pensamento do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Agora, se isso vai migrar para mais investimentos obrigatórios ou se vai migrar para menores tarifas, depende de qual investimento estamos falando. A gente é sempre um crítico a rasgar dinheiro. Um Brasil próspero se faz com a alocação racional de recursos que vêm do mercado”, continuou.

Segundo  o secretário, a pandemia mostrou que o Brasil não pode abrir mão de avanços tecnológicos. “O 5G é uma impontante ferramenta porque temos a a oportunidade de potencializar as cidades inteligentes, a IoT,  a indústria 4.0 e o agronegócio, “O Brasil é um grande player no agronegócio. Mas uma bobeada pode fazer com que a gente fique pra trás. Por isso, o 5G está com prioridade no governo”.

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5G: avanço corporativo e nos salários

Roseiro, da Huawei, disse prever que o 5G vai ter um grande impacto nas corporações. “A grande mudança vai ser em nível corporativo, das empresas. Nós temos uma frase lá na Huawei que diz que o 4G mudou a vida das pessoas, mas o 5G vai mudar a sociedade. O grande impacto vai ser na empresa, na eficiência das empresas”, pontuou.

O diretor acredita que a melhoria da eficiência nas empresas será imprescindível no contexto da pós-pandemia. “O 5G pode ajudar muito na retomada da atividade econômica porque vai impactar em três aspectos.

“É inegável que vai gerar mais crescimento econômico e mais investimento. O segundo impacto é que o 5G vai permitir salários mais elevados, pois os países que têm maior produtividade são aqueles que pagam os maiores salários. O terceiro impacto é na quantidade dos empregos. Quando pensa em 4G, os empregos diretos são no campo da telecom. O 5G como impacta muitos setores verticais, vai gerar vários ecossistemas e dinâmicas próprias de investimentos que vão muito além da telecom,” acredita.

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