Leilão da banda H mantém preferência a novo investidor


Finalmente, a Anatel voltou a tocar o edital de venda das sobras de frequências de 2G e 3G, o que inclui a banda H, o último pedaço disponível de banda na faixa de 1,9/2,1 GHz. O documento já saiu da área técnica, está na Procuradoria e, no máximo em 15 dias será analisado pelo conselho …

Finalmente, a Anatel voltou a tocar o edital de venda das sobras de frequências de 2G e 3G, o que inclui a banda H, o último pedaço disponível de banda na faixa de 1,9/2,1 GHz. O documento já saiu da área técnica, está na Procuradoria e, no máximo em 15 dias será analisado pelo conselho diretor.

Apesar da pressão dos atuais operadores – que reclamam ficar de fora da disputa pela banda H – o documento vai mesmo manter a estratégia proposta na consulta pública de colocar à venda os 10 MHz da 3G inicialmente apenas para investidores que não possuem licenças de SMP (serviço móvel pessoal), e se não aparecer interessado, então a faixa poderia ser comprada para os operadores que atuam no país.

Com a reiterada afirmação da Vivendi, controladora da GVT, de que não vai participar do leilão, o mercado avalia que a Nextel será a única a disputar a licença, que poderá ser arrematada pelo preço mínimo, embora a Anatel tenha a expectativa de que novos investidores confirmem o interesse pela frequência com disputa pelo preço.

O principal  entrave para a vinda de novos investidores são as metas de cobertura exigidas pela Anatel, que também foram questionadas pela Nextel durante a consulta pública. As metas não serão reduzidas, informam técnicos da agência, até porque há agora uma política de ampliação da banda larga estabelecida pelo presidente Lula.

Além disso, apontam esses técnicos, novas soluções tecnológicas estão permitindo que se avance com as redes de terceira geração para localidades remotas a custos bem menores. A TIM, por exemplo, construiu uma nova estrutura de rede – que contou com o apoio de satélites – para chegar aos municípios que precisavam ser atendidos conforme estabelecia o último leilão de 3G na qual só chegaram na ponta as erbs e as antenas V-SAT, enquanto a central para atender esses municípios distantes continuou concentrada no Rio de Janeiro, reduzindo sensivelmente os custos operacionais.

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