Os preços das frequências que serão vendidas pela Anatel no dia 17 de novembro no lote municipal – que tem faixas em 1,9 GHz e 2,5 GHz (1.900 MHz e 2.500 MH) em TDD – e as condições de pagamento bem facilitadas são um grande atrativo para que os provedores regionais participem do leilão, avalia o presidente da Abrint, Erich Rodrigues, mas esse não é o único componente que deve ser considerado.

Para os provedores regionais, explica Basilio Perez, diretor de Regulação e Legislação da entidade, o exíguo tempo estabelecido pela agência para que as empresas estudem as condições de mercado e o modelo de negócios e o preço das redes é o que mais preocupa as empresas, que ainda colocam na balança se vale à pena ir para o mercado de frequência licenciada ou se é melhor continuar na trajetória de ampliar a cobertura por cabo de fibra óptica.

Conforme Eduardo Tude, diretor do Teleco, o custo de implantação de um projeto em cada uma das cidades não será inferior a R$ 1 milhão e poderá chegar a R$ 10 milhões, a depender do porte da cidade e do projeto, se a rede for feita na tecnologia LTE (Long Term Evolution).

O gerente da Anatel, Marcos  Vinicíus Ramos, que participou da elaboração do edital, assinalou, porém que qualquer tecnologia pode ser usada e que a Anatel está prestes a regulamentar o compartilhamento de frequências, que pode ser mais uma forma de economia de custos para as empresass.

Prazo

Os provedores reclamam também do pouco tempo para que eles consigam negociar com os fabricantes a melhor proposta e assim poderem fechar o melhor preço mínimo. Afinal, embora a abertura das propostas se dê em 17 de dezembro, toda a documentação de habilitação e de oferta de preço terá que estar na Anatel até o dia 10 de dezembro. E no sistema eletrônico, as empresas que vão disputar o lote C terão que repetir e mesma oferta de preço até o dia 16 de dezembro.