Leilão da 3G não pode passar de setembro, alerta a Ericsson.


O vice-presidente comercial e de assuntos corporativos da Ericsson, Carlos Duprat, deu um novo alerta sobre o atraso na venda de freqüências da terceira geração da telefonia móvel, demora que poderá provocar a redução dos investimentos das fábricas instaladas no Brasil. "A venda das licenças tem que acontecer em curto espaço de tempo, sob o …

O vice-presidente comercial e de assuntos corporativos da Ericsson, Carlos Duprat, deu um novo alerta sobre o atraso na venda de freqüências da terceira geração da telefonia móvel, demora que poderá provocar a redução dos investimentos das fábricas instaladas no Brasil. "A venda das licenças tem que acontecer em curto espaço de tempo, sob o risco de não conseguirmos mais manter as atividades no mesmo nível", afirmou ele.

Para Duprat, o prazo limite para a indústria aqui instalada aguentar ficar sem novas encomendas é setembro deste ano. A partir desta  data, afirma, as empresas terão que rever sua atuação no Brasil. E o primeiro passo será diminuir os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "A cada dia, está mais difícil competir com as fábricas da China ou da Índia. E o Brasil, que está defasado tecnologicamente, não pode mais esperar", desabafou o executivo.

Segundo Jesper Rhode, vice-presidente de multimídia da empresa, existem, hoje, no mundo, 354 tipos de aparelhos HSPA (a última versão da tecnologia 3G), dos quais 104 são telefones, 54 são cartões e mais de 40 são notebooks, capazes de carregar os novos serviços da terceira geração. E, assinala, a maioria dos novos aparelhos já suporta todas as bandas, o que é uma boa notícia para as operadoras brasileiras, que, devido à falta de leilão na freqüência original da terceira geração (de 1.9 GH/2.1 GHz), estão partindo para outras alternativas, como a ocupação da freqüência de 850 MHz ou de 1.8 GHz.

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Conforme o executivo, para estimular a ampliação da cobertura de banda larga com a 3G, o governo deveria também reduzir os impostos dos aparelhos. "Se os terminais de banda larga puderem chegar ao mercado brasileiro mais baratos, a ampliação da cobertura de banda larga seria mais rápida", completou.

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