LCA duvida que leilão da banda H amplie a rivalidade no celular


A empresa de consultoria LCA analisou o mercado brasileiro de telefonia celular, a pedido da Oi, e constatou que a venda da banda H para um novo entrante, conforme propõe a Anatel, não deve ampliar as vantagens para o cliente final. Na avaliação da consultoria, o mercado de telefonia celular brasileiro equipara-se a outros mercados …

A empresa de consultoria LCA analisou o mercado brasileiro de telefonia celular, a pedido da Oi, e constatou que a venda da banda H para um novo entrante, conforme propõe a Anatel, não deve ampliar as vantagens para o cliente final.

Na avaliação da consultoria, o mercado de telefonia celular brasileiro equipara-se a outros mercados globais, no que se refere à escala, que  é relevante para a diminuição do preço do serviço. O consumidor não é indiferente ao tamanho da rede (quanto maior a base de assinantes, mais as reduções de preço podem ocorrer).

O risco de haver empresas gigantes, analisa Claudia Viegas, da LCA, que poderiam se apropriar dos ganhos de escala e não repassá-los aos clientes, é pequeno no Brasil, visto que o mercado é bastante regulado. “Mesmo sob o regime privado, a Anatel dita o preço máximo do serviço”, assinala.

Lembra ainda que o índice de concentração do setor da telefonia celular é um dos mais baixos do mundo, ocupando o quinto lugar entre 52 países. Além disso, aponta a economista, o segmento é intensivo em capital e precisa promover intensas inovações tecnológicas (em 2002, 60% da planta nacional de celular tinha a tecnologia TDMA e no início deste ano, 90,4% era GSM).  

A possibilidade de futuras fusões entre as operadoras brasileiras não muda a sua avaliação, pois, para ela, o ingresso de um novo entrante só vai adiar o resultado econômico ótimo. Ela reconhece que a Anatel pode estimular o ingresso de outra empresa, mas defende que a venda da licença seja aberta para todos os interessados, inclusive os operadores que já atuam no mercado brasileiro, de maneira a fazer com que as empresas tenham o mesmo compromisso de investimentos. “Aquela empresa que quiser se firmar no mercado e ampliar a rivalidade vai ganhar a licitação”, concluiu.  

Anterior Lucro da Telefónica aumenta 2,4%, para € 7,77 bi.
Próximos MPF/SE denuncia empresa clandestina de acesso à internet