Laboratório do CPqD atinge velocidade de 2 Tb/s em transmissão óptica


O laboratório de comunicações ópticas do CPqD acaba de alcançar um marco importante dentro do projeto que vem conduzindo com o objetivo de desenvolver uma nova geração de sistemas ópticos de altíssima velocidade, voltados para aplicações de banda larga. Como parte desse projeto – que conta com o apoio do FUNTTEL (Fundo Nacional para o Desenvolvimento das Telecomunicações), do Ministério das Comunicações, e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) -, a equipe do CPqD realizou uma transmissão experimental entre Campinas e São Paulo (ida e volta, num total de 330 quilômetros) que atingiu a velocidade de 2 Terabits por segundo (Tb/s) em um único canal.

“Foi a primeira transmissão do país a alcançar essa velocidade em campo, usando uma rede experimental já implantada – a Rede GIGA”, afirma Julio César Rodrigues de Oliveira, gerente de Sistemas Ópticos do CPqD. “Trata-se de uma capacidade, por canal, 20 vezes maior do que os sistemas de 100 Gb/s atualmente disponíveis”, acrescenta. Para dar um exemplo do que isso significa, ele diz que essa velocidade permitiria transmitir dez filmes completos em alta definição (ou Blu-ray) por segundo.

O resultado obtido nessa experiência de campo foi possível graças ao uso da tecnologia de transmissão Supercanal (SuperChannel), na qual o laboratório de comunicações ópticas do CPqD vem trabalhando desde 2011 – e que já havia permitido alcançar a velocidade de 1 Tb/s. “Agora fizemos mais um avanço, que mostra que estamos alinhados com o estado da arte mundial na área de comunicações ópticas”, enfatiza Oliveira.

Com a tecnologia Supercanal, é possível ter várias portadoras (feixes de luz) em um único canal, o que amplia sua capacidade de transportar informações e a eficiência espectral. Na experiência realizada pelo CPqD, para chegar a 2 Tb/s, foram geradas 45 portadoras em um canal, cada uma delas transportando 50 Gb/s.

Batizado de 100 GETH (Gigabit Ethernet), o projeto do CPqD na área de sistemas de comunicação óptica para banda larga, com base na tecnologia WDM (Wavelength Division Multiplexing), vem sendo desenvolvido há cerca de três anos. As tecnologias geradas dentro desse projeto são transferidas para a Padtec, empresa brasileira responsável pela industrialização e comercialização dos produtos no mercado global. (Fonte: assessoria de imprensa)

Anterior Diretores e produtores paulistas defendem recondução de Rangel à presidência da Ancine
Próximos Aberto o processo para escolha de representantes da sociedade civil no CGI.br