Kassab vai defender manutenção da Telebras a Bolsonaro


O ministro de Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou hoje, 1, que irá defender ao governo Bolsonaro a manutenção da estatal Telebras. Conforme informações, haveria a intenção de privatizar novamente a Telebras, e remanejar o seu satélite SGDC para a pasta da Defesa. “Se  me ouvirem vou mostrar a importância da Telebras, a importância para o Brasil. Como é um governo bem intencionado, vai entender que os serviços prestados da Telebras nenhuma outra instituição, pública ou privada, prestará. Vou levar minha opinião de que ela é imprescindível para a nação brasileira com o novo satélite, que teve custo mas que será recuperado com as receitas vindas dessa operação. Ninguém está habilitado como ela neste curto prazo a fazê-lo”, afirmou o ministro.

Kassab comemorou também a decisão do TCU de liberar o satélite da estatal e disse que a Telebras vai recomeçar imediatamente a instalar as antenas de banda larga. Segundo o presidente da Telebras, Jarbas Valente, a Telebras já pode começar a instalar a infraestrutura para o Gesac, mesmo que o Tribunal tenha decidido por modificações no contrato com a Viasat. “Vamos renegociar, mas o TCU apresentou valores como sugestão, e não como obrigação”, afrmou. Ele pretende começar por Roraima.

Ontem o TCU deu sinal verde para a continuidade do contrato com a operadora norte-americana Viasat, com base na nova Lei das Estatais, mas mandou que fosse reduzido o valor a ser pago pela Telebras para a empresa instalar as antenas de banda larga, e que se aproximassem os ganhos entre as duas empresas na partição de receita.

Infraestrutura

Para o ministro, o segmento de Comunicações poderá ser bem acolhido no ministério da Infraestrutura ou poderá permanecer também na Ciência e Tecnologia, que vai receber também a gestão do ensino superior. Ele acha que faz sentido reunir as  universidades nessa pasta, visto que são elas atores importantes da inovação no país.

Kassab disse ainda que a indicação do novo presidente da Anatel, Moises Moreira, cuja sabatina do Senado está marcada para o próximo dia 6 de novembro, foi feita pelo presidente Michel Temer antes das eleições, em resposta {a pergunta do repórter se ele iria abrir mão da indicação, após o apelo do presidente Bolsonaro para que os cargos das agências reguladoras vagos não fossem ocupados.

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5 Comments

  1. samuel Pereira dos Santos
    1 de novembro de 2018

    Queria saber como me cadastrar faço curso de técnico mecatrônica 3 módulo estou procurando estágio

  2. Vitor de Lucena
    1 de novembro de 2018

    Nunca consegui entender direito o papel da Telebrás pós-privatização da década de 90. Seria interessante se tivéssemos uma reportagem que se dedicasse a falar um pouco mais sobre a atuação da empresa, até mesmo para saber se, de fato, ela é necessária ou se essa alegação do ministro de que é “estratégica” procede. Desde que me entendo por gente, toda vez que alguém não quer vender uma empresa pública, diz que ela é estratégica. Foi assim com a Vale, CSN, Embraer e tem sido com a Eletrobrás. Não sei se o governo é um bom estrategista…

  3. Pedro Innocente
    3 de novembro de 2018

    A 1ª coisa que o futuro Ministro da Ciências & Tecnologia, escolhido pelo presidente eleito Bolsonaro, deverá fazer será auditar e rever tudo o que o tal Kassab fez,…

  4. Evellin Silva
    5 de novembro de 2018

    “Ele acha que faz sentido reunir as universidades nessa pasta, visto que são elas atores importantes da inovação no país.”
    Na verdade, são elas ATRIZES importantes na inovação no país.
    Galera, não há problema em usar os termos femininos nos textos. Não faz mal nenhum, tá! ^^
    Fora que a concordância linguística, inevitavelmente, está errada neste caso.
    Abs.

  5. Nilvo Rui
    5 de novembro de 2018

    Brasil tem mais de 400 estatais “estratégicas” e perde em tudo para países desenvolvidos que mal possuem 10 ou 20. Estratégia errada?