Juelinton Silveira: Como a tecnologia está construindo cidades mais seguras e sustentáveis


Os pilares para a transformação digital e criação de cidades inteligentes são redes de fibras ópticas cortando as cidades, estar preparado para a 5G e armazenamento em nuvem.

O fluxo de pessoas para as áreas urbanas é uma preocupação de governos no mundo todo e parece ser um processo sem volta. De acordo com as Nações Unidas, o percentual de pessoas vivendo em áreas urbanas chegará a 68% até 2050. Com essa movimentação, problemas típicos de grandes centros urbanos se tornam ainda maiores – como é o caso da criminalidade, da burocracia, da necessidade de infraestrutura de comunicação e da emissão de carbono.

Compreender a movimentação e o comportamento das pessoas é essencial para combater esses problemas, e tecnologias como a Internet das Coisas, Big Data, Inteligência Artificial e computação em nuvem são peças-chave para garantir que o crescimento desses ambientes seja seguro e sustentável.

As iniciativas de cidades inteligentes estão criando novos ecossistemas, novos mercados e novas economias totalmente digitais em todo mundo. No Brasil, ainda temos oportunidades colossais que podem ser desenvolvidas.

O conceito de cidades inteligentes só é real se tivermos a utilização intensiva de tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) em espaços urbanos, que sejam sensíveis ao contexto da área, gerando dados que serão usados para melhorar a gestão urbana e social. Porém, para que isso aconteça de forma intensa é necessário o básico de infraestrutura das próprias TICs.

Neste contexto, a conectividade é a condição indispensável de um ecossistema avançado que possibilite a criação de cidades inteligentes. Estar preparado para o 5G, possuir redes de fibra óptica cortando a cidade e o armazenamento na nuvem são pilares substanciais que devem direcionar nossos esforços se quisermos entrar no trem da transformação digital e criar cidades inteligentes.
A Huawei, por exemplo, apresenta o conceito de “first safe, than smart”. Isso porque, a segurança é a mais básica necessidade social e, além disso, a infraestrutura para cidades seguras (conectividade e armazenamento) pode ser inteligentemente direcionada para quase a totalidade das demais iniciativas de cidades inteligentes.

Vários países receberam projetos dentro do conceito de Safe City: a cidade de Yanbu, na Arábia Saudita, emprega câmeras de monitoramento inteligentes como forma de fornecer maior segurança à população, além de utilizar sensores que tornam a iluminação da cidade sensível a condições específicas para diminuir o risco de seus habitantes.

Esta mesma infraestrutura e conectividade poderia ainda lançar mão de sensores específicos que identificam oportunidades para poupar o uso de energia e, consequentemente, ajudar a diminuir a emissão de carbono: um problema que, de acordo com o World Bank, dimensiona em 70% de todo carbono emitido oriundo das grandes cidades, ainda que também sejam responsáveis por 80% do PIB do mundo todo.

Com inovações e investimentos em diferentes tecnologias, podemos desenvolver uma plataforma aberta, capaz de tornar esses ambientes mais inteligentes e compatíveis com vários tipos de dispositivos para suportar uma extensa gama de aplicações. Para garantir a segurança desses ambientes, serviços como monitoramento e análise de dados são usados com frequência.

É com base nisso que acreditamos na importância de sermos precisos na aplicação de novas tecnologias. Segurança pública de qualidade é uma necessidade de todo grande centro urbano e o uso de tecnologias é comprovadamente eficaz para garantir não só um sistema de segurança inteligente, como também para promover melhor qualidade de vida para os habitantes, por meio de soluções que visam melhor eficiência de todo o ecossistema das cidades.

Juelinton Silveira é diretor de Comunicação e Negócios Governamentais da Huawei

Anterior Anatel quer ouvir sociedade sobre proposta de outorga única de serviço
Próximos Algar Telecom amplia rede de FTTH