Japão enquadra a moeda virtual bitcoin como mercadoria


Desde o anúncio da quebra da casa de câmbio Mt.Gox, a maior do Japão na comercialização da moeda virtual bitcoin e a mais importante do mundo nessa modalidade, as autoridades japonesas já tinham sinalizado que deveriam anunciar medidas com o objetivo de regular esse tipo de operação. Hoje (7), como era aguardado pelo mercado, o gabinete do primeiro ministro Shinzo Abe anunciou que os lucros derivados do mercado online de bitcoins, os processos de compra realizados com a moeda criptografada e as rentabilidades obtidas por empesas nessa moeda estarão submetidos a impostos no Japão.

O Japão é o primeiro país a regular o comércio de moedas virtuais, que foi proibido na Rússia. Mas os outros países vêm debatendo o tema, como é o caso dos Estados Unidos e da Inglaterra. Outros ainda têm preferido desencorajar as operações com a moeda. A China, por exemplo, proibiu, em 5 de dezembro de 2013, que as instituições financeiras chinesas usem o bitcoin como moeda e fez uma campanha de esclarecimento de que as operações com moedas virtuais não são garantidas pelo governo. Também o Banco Central do Brasil emitiu comunicado neste sentido tão logo a Mt.Gox anunciou seu fechamento, no final de fevereiro, depois de três semanas sem operar.

O fechamento da Mt.Gox ocorreu depois que a direção da empresa identificou vulnerabilidades em seu sistema. Verificou uma diferença em suas contas de 21,3 milhões de euros e o desaparecimento de 850 mil bitcoins. Desses, 750 mil pertenciam a seus clientes e o restante à empresa, que calcula a perda, em função do ataque cibernético, em 81,2 milhões de euros.

Uma semana depois da derrocada da Mt.Gox foi a vez da inglesa Flexcoin, também uma plataforma de transação de bitcoins, anunciar seu fechamento, em decorrência também de um ataque de hacker que lhe causou um prejuízo estimado em 500 mil euros.

No mercado desde 2009, o bitcoin – e outras moedas virtuais que lhe seguiram – foi ganhando espaço entre os investidores por ser uma moeda que permite transações sem intermediários, já que, até hoje, não estava sujeita a nenhum tipo de regulação em nenhum país. Seus defensores vêm no fechamento da Mt.Gox um problema pontual. Seus críticos dizem que não tem futuro, pois se trata de um investimento “que nenhum advogado recomendaria à sua mãe”. (Da Redação, com noticiário internacional)

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