IPTV: Telefônica prepara a rede.


13/04/2006 – As últimas declarações de conselheiros da Anatel no sentido de que as operadoras de telecom só poderão fazer TV sobre protocolo IP, ou IPTV, se tiverem concessão de radiodifusão, não interferiu no cronograma da Telefônica que continua os investimentos para preparar a sua rede para prover o serviço. Até o final do ano, …

13/04/2006 – As últimas declarações de conselheiros da Anatel no sentido de que as operadoras de telecom só poderão fazer TV sobre protocolo IP, ou IPTV, se tiverem concessão de radiodifusão, não interferiu no cronograma da Telefônica que continua os investimentos para preparar a sua rede para prover o serviço. Até o final do ano, a rede já estará preparada para iniciar a prestação de IPTV para as regiões do estado, especialmente as grandes cidades, onde estima haver demanda. Ela já tem uma plataforma de IPTV da Lucent operando em São Paulo, num projeto-piloto com 60 funcionários da empresa.

Como o serviço vai ser prestado sobre a rede ADSL, Stael Prata, vice-presidente da operadora, diz ser difícil separar os investimentos feitos em banda larga daqueles que serão específicos para a plataforma de IPTV, já que os dois movimentos se combinam pois a transmissão dos sinais de áudio e vídeo demandam uma melhoria da qualidade da rede de banda larga, que depende, em grande medida, da distância entre a casa do assinante e a central. Em 2005, a Telefônica investiu R$ 1,7 bilhão, metade dos quais na rede de banda larga. Neste ano, o volume previsto é da mesma ordem de grandeza.

Embora a Telefônica defenda, como as demais operadoras, que possa prestar serviço de vídeo com programação em grade e não só on demand, modalidade coberta pelas licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), ela se prepara também para a hipótese de ser proibida de atuar diretamente nesse mercado. A saída, então, seria uma parceria com uma operadora de TV a cabo que usaria a rede da Telefônica para prestar o serviço. Qual a vantagem? Segundo Prata, a rede da Telefônica cobre 82% dos domicílios do Estado de São Paulo enquanto a rede as redes das operadoras de TV a cabo não vão além de 20% dos domicílios das regiões metropolitanas. Além de oferecer a infra-estrutura, a parceria poderia envolver a prestação, pela operadora, de outros serviços como o billing.

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