IPTV & Mobile TV: um novo horizonte para as operadoras de telecom.


{mosimage}{mosimage}Com a convergência tecnológica, atores tradicionalmente vinculados a um determinado setor avançam sobre outro. Com isso, os modelos de negócio das indústrias de telecomunicações, mídia & entretenimento, e tecnologia de informação estão redesenhando as suas fronteiras.

As indústrias de telecomunicações, mídia & entretenimento e tecnologia de informação estão passando por um processo de redesenho de suas fronteiras. A convergência tecnológica permite que atores tradicionalmente vinculados a uma indústria avancem sobre outra, fazendo com que os modelos de negócio das três indústrias sejam repensados. Um exemplo é o das empresas de TV a cabo que vêm ampliando seus escopos de atuação para incluir a oferta de serviços de banda larga e transmissão de voz, o chamado triple-play.

Participantes da indústria de TI como os portais ou ISPs (Internet Service Providers) também passam a ameaçar as receitas de voz das operadoras de telecom com suas ofertas de VoIP. Em resposta a estes movimentos, as operadoras de tTelecom no mundo inteiro estão lançando serviços de TV para seus assinantes em uma oferta integrada de serviços.

Novas oportunidades de negócios devem surgir na interseção das indústrias

 

 

 

 

 
IPTV

As principais operadoras mundiais estão lançando serviços de IPTV, ou seja, oferecendo televisão através de seus acessos de banda larga. Além da receita adicional gerada pelos serviços de IPTV, VoD (Video on Demand) e serviços de valor agregado associados, a oferta desse conjunto de serviços permite que as operadoras fidelizem sua base de assinantes de banda larga, ampliem sua atratividade a novos assinantes e aumentem o valor percebido da linha fixa frente à concorrência com operadoras móveis.

Os principais serviços oferecidos pelas operadoras são canais abertos e fechados em broadcast, acesso a programas gravados (time-shift TV), VoD e PVR (Private Video Recorder, espécie de videocassete do mundo IP), e acesso à internet através da TV. Além disso, outros serviços tais como jogos, karaokê e e-commerce também vêm sendo lançados.

A adoção do serviço de IPTV nas operadoras européias tem atingido entre 5% e 8% da base instalada de assinantes ADSL já no primeiro ano de operação. Um dos fatores críticos para que as operadoras possam competir no mercado de TV paga é o conteúdo. Muitas firmaram acordos de exclusividade de conteúdo, o que permite diferenciarem suas ofertas. É o caso da operadora Belgacom, que oferece com exclusividade os campeonatos belga e italiano, e da holandesa KPN, que possui canais exclusivos dos principais times locais, incluindo Ajax e PSV.

A aquisição de conteúdo deve ser o principal item de custo para o negócio, podendo representar entre 40% e 50% dos custos totais, ao longo de cinco anos. Também para o VoD, uma ampla oferta de títulos deve ser crítica para a adoção do serviço. Caso as operadoras consigam ter uma oferta competitiva, poderão substituir em grande parte o aluguel em locadoras.

Belgacom TV

Existe grande competição com as operadoras de TV a cabo no mercado belga, com 94% dos serviços de TV por assinatura e ofertas competitivas de banda larga e telefonia. A Belgacom lançou o serviço de IPTV em julho de 2005 e possui, atualmente, 42 mil assinantes. Entre dezembro de 2005 e março de 2006, houve crescimento anualizado na base de assinantes de IPTV da operadora, atingindo de 4% a 5% dos assinantes de ADSL.

O ritmo de adoção do serviço tem sido ainda mais rápido que o do ADSL. Enquanto esse último levou 18 meses após o seu lançamento para atingir a marca de 10 mil assinantes, o Belgacom TV chegou a esse número em somente 3 meses. A Belgacom pretende chegar a 100 mil assinantes ao final de 2006. Atualmente, 70% dos domicílios com ADSL têm disponibilidade para assinar o serviço.

Fonte: relatórios financeiros da operadora.

CAGR: Compound Annual Growth Rate.


(*) Gerente e Consultora de Desenvolvimento de Negócios da Siemens

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