IoT pode ser alento para indústria de telecom em 2016


Imagem: Camila Sipahy, baseado em Freepik
Imagem: Camila Sipahy, baseado em Freepik

Novas soluções e dispositivos de internet das coisas devem se tornar uma alternativa de receita para a indústria de telecomunicações. Fortemente impactada pela diminuição das vendas em informática e celulares neste ano e no próximo. Se as vendas de PCs, tablets, feature phones e smartphones ficaram abaixo das expectativas em 2015, e prometem continuar andando de lado em 2016, no segmento de IoT a situação será diferente.

Ao menos é o que aposta a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Segundo Aluizio Byrro, vice-presidente da associação e executivo da Nokia, o mercado é promissor. “IoT vai crescer muito. A Nokia montou um laboratório no Rio de Janeiro porque vemos oportunidades”, ressalta.

Segundo ele, embora os dispositivos de internet das coisas gerem um volume pequeno de dados, a quantidade de conexões demandará redes melhores por parte das operadoras, ajudando a recuperar o valor perdido em infraestrutura neste ano. “O volume de dispositivos conectados vai exigir redes mais robustas”, diz.

Paulo Castelo Branco, diretor de telecom da Abinee e executivo da NEC, concorda com o diagnóstico de Byrro, mas enxerga riscos. “Ano passado se decidiu que o Fistel incidente sobre equipamentos IoT seria de um quarto do cobrado de conexões normais. Este ano se falou da possibilidade de eleva o Fistel em 189%. Se houver uma correção nesse sentido aplicada sobre o segmento, vai inviabilizar o IoT no Brasil”, alerta.

Abinee não levantou o crescimento exato do segmento de IoT no Brasil no último ano, nem fez estimativas para seu tamanho em 2016. Para Antonio Hugo Valério Júnior, da Apple, diretor de informática da associação, o mercado de wearables se soma ao de IoT em oportunidades e também só tende a crescer. A Apple produz o relógio inteligente iWatch. Mas há um gargalo que ainda deve ser transposto. “O uso dos wearables é uma tendência natural, vamos ver cada vez mais soluções. Mas, para que funcione, precisamos de banda larga e de adesão ao protocolo IPv6”, frisa.

O protocolo IPv6, de transmissão de dados pela internet, prevê um número de conexões possíveis à rede muito maior que o atual IPv4, já esgotado. No momento, cerca de 7% do tráfego brasileiro circula por redes IPv6. Em dezembro de 2014, esse percentual era quase zero.

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