Investir em P&D é a saída para a retomada do crescimento, diz VP da Huawei


Com a economia com “um enorme desafio pela frente”, a única saída é investir em pesquisa e desenvolvimento. “A União Europeia conseguiu sair mais rapidamente de sua crise, quando criou a sua Agenda Digital, com planejuamento para até 2020”, assinalou David Harmon, vice-presidente Global de Relações Públicas da Huawei.

A fabricante chinesa, que é atualmente uma das pontas de lança no segmento de telecomunicações, quer se firmar também no mercado corporativo de TI, que hoje ainda não representa 30% de seu faturamento global.

Embora acompanhe também a desaceleração de sua economia, a Huawei continua a apostar em P&D, e, como fruto dos acordos entre os dois países, levou  para o Brasil um de seus centros de pesquisa.

Atualmente, a fabricante tem 16 centros de P&D em todo o mundo e 31 centros de inovação. Com esse background, Harmon completa – “ investimentos em TICS, P&D e inovação independem do momento econômico. Devem ser uma decisão estratégica”.

A Huawei, que irá realizar sua  conferência internacional sobre Cloud em Xangai, quer, em poucos anos, que os seus produtos para o mercado corporativo representem metade das receitas do grupo. Atualmente as vendas para as operadoras de telecomunicações ainda representam 67% do faturamento, que somou no ano passado US$ 46,5 bilhões.

Em Shenzhei, onde mantém o seu principal centro de pesquisa e de treinamento na China, conta com 70 mil empregados, dos 170 mil espalhados pelo mundo.

A empresa pretende lançar a tecnologia 4,5 Ghz em operação comercial no prõximo ano, pelo menos na Coreia e no Japão. Para a 5G, as previsões são  para depois  de 2020.[

Em sua sede, para onde levou um grupo de jornalistas brasileiros, a empresa desenvolve diferentes soluções para a próxima geração da telefonia celular,  apostando na faixa de 3,5 GHz.

Espectro esse que, no Brasil, a Anatel estará vendendo 40 MHz para a tecnologia de banda larga fixa. Embora seja irlandês e não chinês, Harmon prefere agir como um oriental, quando indagado se este leilão a ser feito este ano pela agência poderá comprometer a 5G. Diz ele: “ Estamos trabalhando muito para buscar eficiência de espetro. Mas todos sabem que a telefonia móvel precisará cada vez mais de frequência.”.

A jornalista viaja a convite da Huawei

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