Investimentos em infraestrutura não são afetados pela crise, afirma BNDES.


O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou hoje, durante audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a crise econômica, que o Brasil irá recuperar o crescimento econômico ainda na segunda metade de 2009 e será capaz de crescer acima da média mundial no próximo ano. Para justificar essas projeções otimistas, Coutinho se baseia em três …

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou hoje, durante audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a crise econômica, que o Brasil irá recuperar o crescimento econômico ainda na segunda metade de 2009 e será capaz de crescer acima da média mundial no próximo ano. Para justificar essas projeções otimistas, Coutinho se baseia em três premissas: os investimentos em infraestrutura, que não serão paralisados; o programa de investimento da Petrobrás e o mercado interno brasileiro.

Segundo Coutinho, no triênio 2009/2012, os investimentos em infraestrutura
somarão R$ 319,1 bilhões, capitaneados pela energia elétrica, que irá aportar R$ 141,1 bilhões. Em seguida, o BNDES aposta na continuidade dos investimentos das empresas de telecomunicações, que irão aplicar outros R$ 77,8 bilhões no período." A crise não vai parar os investimentos das empresas de telecomunicações, que precisam competir entre si e ofertar novas tecnologias como a 3G, 4G, etc", afirmou Coutinho.

Os outros segmentos cujos investimentos serão mantidos são o de saneamento, com R$ 49,4 bilhões no período, transporte rodoviário, com R$ 26,7 bilhões; ferrovias, com R$ 17 bilhões e portos, com R$ 7,2 bilhões.

Ele reconheceu, no entanto, que a recessão mundial é a mais forte desde a recessão de 1950 e que o sistema bancário internacional está reduzindo o crédito contra os países em desenvolvimento, e a expectativa é que somente em 2010 haja o início de uma recuperação lenta dos créditos internacionais.

Por isso, explicou, os bancos públicos nacionais expandiram firmemente a oferta de crédito. Entre setembro de 2008 a março de 2009 82% da expansão de créditos resultou da oferta bancos públicos, e o BNDES representou 34% desse total.

Exibank

Coutinho apoiou também a iniciativa de alguns parlamentares que querem mudar a lei de criação do BNDES para permitir que ele se transforme em um exibank (banco de apoio à exportação). "Todos os países do mundo têm exibank. O BNDES também poderia ter uma subsidiária nesse sentido", afirmou. Para isso, o BNDES precisa ser autorizado a lidar com seguros de crédito e garantias no comércio exterior, o que hoje é proibido.

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