Investimentos de telecom devem crescer 20% no quadriênio 2013/2016


De acordo com a pesquisa “BNDES Perspectivas do Investimento”, divulgada hoje, os investimentos no país no quadriênio 2013/2016 deverão crescer 29% em relação ao quadriênio 2008/2012. O ritmo dos investimentos será puxado pelo setor de petróleo e gás, que responde por 11% do total do levantamento, e pelos setores de infraestrutura e transporte.

A pesquisa, segundo boletim da Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico do banco, cobre setores responsáveis por 57% dos investimentos na economia e inclui projeções econométricas e de
especialistas para os demais setores da economia.

Dentro do segmento de infraestrutura, que contará com quase R$ 500 bilhões em investimento, o maior crescimento se dará no setor de logística (rodovias, ferrovias, portos e aeroportos). A previsão é de uma expansão de 124%, de R$ 80 bilhões para R$ 179 bilhões, “parte dos esforços do governo para ampliar a competitividade da economia brasileira”, segundo o boletim sobre a pesquisa.

O crescimento do setor de telecom, parte do segmento de infraestrutura, é estimado em 20%. O setor deverá investir no período por volta de R$ 100 bilhões. De acordo com Alan Fishler, chefe do Departameto de TICs do banco, são dois os fatores principais a alavancar os investimentos no quadriênio. As exigências regulatórias em relação à melhoria da qualidade dos serviços, especialmente da banda larga, e a desoneração recentemente aprovada para os investimentos em novas redes de telecom. Ele lembra que, com a queda dos preços dos serviços, há uma aumento do investimento mesmo mantendo-se a média de R$ 25 bilhões por ano (valor investido em 2012).

Eletroeletrônica

Em relação à indústria eletroeletrônica, a previsão é de crescimento de 27%. Para Fishler, esta expansão terá como carros-chefes os celulares (com ampliação do mercado de smartphones), os tablets e os televisores, segmento que ficará mais aquecido com os eventos esportivos que ocorrerão no país (Copa do Mundo e Olimpíadas). “A indústria eletroeletrônica ainda tem market share para ganhar”, diz ele, observando que seu crescimento tem uma relação mais próxima ao desempenho do PIB.

Sua expectativa é que haja um adensamento da cadeia produtiva na indústria eletroeletrônica, com uma melhoria na balança de pagamentos, francamente desfavorável nos últimos anos com a pressão das importações principalmente de componentes. “O viés para isso já está no sangue do governo. Daqui para frente teremos políticas mais claras e consistentes”, diz ele. Entre as iniciativas para aumento do conteúdo nacional ele cita a tendência de regras mais exigentes para a concessão do PPB (Processo Produtivo Básico) e a exigências, como a colocada pela Anatel, de parte das compras contemplarem produtos fabricados no país e os de tecnologia nacional.

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