Investimento em TICs eleva PIB dos estados, mostra estudo


O estudo econométrico, com base em dados do período de 2004 a 2014, revela ainda que para cada real investido em TICs a economia média dos estados brasileiros no ano seguinte é de R$ 9,79.

grafico-positivo-dinheiro-moeda-936x600 ascendenteUm estudo econométrico, com base em dados dos estados brasileiros referentes ao período de 2004 a 20014, mostra que o investimento em tecnologias da informação e comunicação tem estreita relação com o desempenho positivo do PIB. Para cada 1% investido em TICs, o PIB cresce 0, 058%.

O estudo foi conduzido pelo professor Alexandre Almir Ferreira Rivas, doutor em Economia Ambiental e Finanças Públicas, para a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de TIC (Abep). Para fazer o trabalho, o professor Rivas usou como benchmarking um estudo da Universidade de Chicago sobre o impacto do uso de TICs na administração pública e o conceito de welfare adotado pela OCDE, que vai além da relação entre renda e consumo, priorizando o uso da tecnologia em áreas como educação e saúde.

Os resultados da pesquisa foram apresentados hoje (28) à diretoria da Abep, em São Paulo, pelo professor Rivas, da Universidade Federal do Amazonas e pesquisador do Instituto Piatam. Além do impacto no PIB, as duas outras conclusões relevantes se relacionam à economia provocada pelo uso de TICs na administração pública. Para cada real investido em TICs, os estados brasileiros economizam, na média, R$ 9,79, no ano subsequente ao investimento. Quando o investimento é feito na área da educação, para cada real investido, a economia, na média, é de R$ 2,03.

Próximos passos

Ao contratar esse estudo, pioneiro na América Latina – os poucos estudos existentes têm como foco o mercado privado –, a Abep queria buscar elementos para conscientizar os formuladores de políticas públicas nos vários níveis de governo sobre a importância do investimento em TIC, na medida em que ele gera riqueza, de um lado, e produz economia, de outro.

A partir do estudo, os autores vão produzir um paper científico que a entidade vai enviar aos fóruns que reúnem secretários estaduais de Fazenda, de Educação, de Planejamento, etc. “Vamos também fazer uma apresentação executiva para subsidiar os programas de governo, já que 2018 será um ano eleitoral”, informou Marcio Silva de Lira, presidente do Conselho da Abep.

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