Investimento em infraestrutura eleva desempenho da indústria de telecom


Mantido o ritmo de investimento dos primeiros nove meses do ano, 2012 pode encerrar como um dos melhores anos da última década em investimentos em infraestrutura de telecomunicações. “Nos três primeiros meses do ano o Capex das operadoras somou cerca de R$ 17 bilhões e, tradicionalmente, o último trimestre do ano é quando elas mais compram”, informou Aluizio Byrro, da diretoria da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). “No ano passado, o Capex total foi de R$ 22 bilhões e, normalmente, 50% a 60% dos investimentos são destinados à infraestrutura”, explicou Byrro, durante a coletiva realizada hoje (13) pela Abinee para divulgar as projeções feitas para o setor e as perspectivas para 2013.

De acordo com as projeções da Abinee, a indústria eletroeletrônica deve encerrar 2012 com faturamento de R$ 145,5 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2011. Telecomunicações, um dos oito segmentos cobertos pela associação, deve ter crescimento de 14% nas receitas, atingindo R$ 22,6 bilhões em 2012. Apesar do bom desempenho, o diretor de telecom da Abinee, Paulo Castelo Branco, disse que o crescimento de 14% ficou abaixo das expectativas do setor, que projetava um aumento de 35% para este ano. “Esse percentual de 35% considerava investimentos na 3G e também na 4G, mas os investimentos na LTE foram poucos neste ano e devem se realizar em 2013”, explicou. No Capex das operadoras não entram os investimentos para subsídios de aparelhos celulares, considerados Opex.

A Abinee estima que sejam comercializados neste ano 59,3 milhões de aparelhos celulares, uma queda de 11% em relação a 2011. Desse total, 43,3 milhões são de aparelhos tradicionais (- 25% na comparação ano a ano) e 16 milhões de smartphones (78% de crescimento em relação a 2011). Para 2013, a projeção é de um crescimento de 10% no volume de celulares comercializados, com os smartphones representando 40% dos 65,2 milhões de aparelhos que devem ser vendidos.

Seguem em alta também os tablets, com crescimento estimado de 153% este ano, para 2,8 milhões de unidades vendidas no país. As vendas de notebooks devem totalizar 9,4 milhões (+ 14%), as de PCs, 16,1 milhões (mais 2%), enquanto o de desktops deve ter queda de 11%, com apenas 6,6 milhões de unidades vendidas. Em faturamento, a indústria de informática manteve a mesma receita de 2011, R$  43,5 bilhões). O diretor de Informática da Abinee, Hugo Valério, explicou que o resultado é reflexo de uma retração no mercado de consumo. “Observamos que há um endividamento maior dos consumidores e um receio com a economia futura. E, quando o consumo retrai, a indústria para de investir”, comentou Valério.

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