Internet no Brasil: e-gov é maior que e-commerce


Nos últimos 12 meses, apenas 11,3% dos internautas brasileiros realizaram compras pela internet, e 12,1% utilizaram serviços de governo eletrônico em 2006, apontou a 2ª Pesquisa sobre o uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, divulgada ontem, 29 de maio, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Dos internautas que afirmaram …

Nos últimos 12 meses, apenas 11,3% dos internautas brasileiros realizaram compras pela internet, e 12,1% utilizaram serviços de governo eletrônico em 2006, apontou a 2ª Pesquisa sobre o uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, divulgada ontem, 29 de maio, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Dos internautas que afirmaram utilizar serviços do governo eletônico, 39% buscaram informações sobre serviços públicos de educação, contra 22% em 2005, 37% realizaram inscrições em serviços públicos, contra 28% no ano anterior.

O número de pessoas vendendo ou divulgando produtos e serviços pela rede é de cerca de 3,7% dos internautas, sendo em sua maioria homens, com maior escolaridade e classe social mais alta. Dentre os principais motivos para não comprar pela internet, 43% dos entrevistados citou falta de necessidade ou interesse, 29% preferem comprar pessoalmente, e 11% alegaram preocupação com segurança e privacidade.  

Os dados obtidos em entrevistas com cerca de 10,5 mil pessoas acima de 10 anos, realizadas entre julho e agosto do ano passado, indicaram que 55,5% dos internautas do país já tiveram problemas relacionados à segurança na rede, e pelo menos 20,3% já forma vítimas de ataque de vírus que resultaram em acesso não autorizado ou perda de informação ou tempo. Entre os internautas que possuem computador em casa, 72,7% afirmara utilizar programas antivírus, 14% usam firewall, e percentual igual utilizam programa anti-spyware, que eliminam softwares que roubam dados. No entanto, a maioria dos usuários de internet entrevistados (30%) afirmou nunca ou quase nunca fazer cópias de segurança de seus arquivos, e quase igual parcela (29%) alegou fazer cópias de segurança “às vezes”, contra 17% que disseram sempre fazer cópias.

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