Internet móvel deve assumir a liderança, diz Ripper.


Embora o serviço de banda larga fixo ainda domine o mercado, a banda larga móvel foi responsável por 1/3 dos 3 milhões de novos usuários do serviço (6,7 milhões em junho de 2007 contra 10,04 milhões em junho deste ano). “Esse crescimento nem considera as redes 3G”, esclareceu Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, …

Embora o serviço de banda larga fixo ainda domine o mercado, a banda larga móvel foi responsável por 1/3 dos 3 milhões de novos usuários do serviço (6,7 milhões em junho de 2007 contra 10,04 milhões em junho deste ano). “Esse crescimento nem considera as redes 3G”, esclareceu Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, ao comentar os números do Barômetro da Banda Larga, divulgado hoje pela empresa. Ele lembrou que o levantamento, realizado no segundo trimestre considerou usuários do EVDO da Vivo, da TIM Web (que lançou o serviço usando a freqüência de 2,5 GHz) e da Claro que limpou o espectro de 850 Mhz para lançar seu serviço 3G.

O Barômetro inidica que o país fechou o semestre com 1,314 milhão assinantes de banda larga móvel, que usam o serviço para conexão de seus desktops e notebooks. “Aqui não consideramos nem celulares GPRS”, destacou Ripper. Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, o maior volume de vendas ocorreu no primeiro tri, quando as operadoras intensifiram suas campanhas para a venda do serviço. “Houve um pico no primeiro tri e uma queda no segundo trimestre”, comentou Ripper. Na sua análise, é uma situação atipica que se deve ao fato de a demanda ter sido maior que a oferta, o que levou as operadoras a “puxarem o freio”.

Ripper lembrou que faltou modem para 3G no mercado, e que as operadoras lançaram o serviço sem fazer uso do espectro da 3G. Segundo ele, as empresas também subestimaram a infra-estrutura e com a demanda, maior do que a esperada, tiveram que rever seus investimentos. “As redes IP foram dimensionadas para um perfil de tráfego e todas (operadoras) tiveram que fazer compras emergentes. O mesmo aconteceu com o link”, revelou o executivo, informando que as operadoras tiveram que segurar as vendas porque a infra-estrutura não estava pronta. “Daqui a seis meses vamos saber se essa hitótese se sustenta”, afirmou Ripper.

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