Internet brasileira perde quatro posições em ranking global de velocidade


Entre julho e setembro de 2013, a internet brasileira manteve velocidade média de 2,7 Mbps, o que a coloca na 84ª posição global na pesquisa State of the Internet, realizada trimestralmente pela empresa de CDN Akamai. No trimestre anterior, a conexão nacional ficava com a 80º lugar, com 2,4 Mbps. Ou seja, velocidade média da rede nacional cresceu 10% nos últimos três meses. Porém, este avanço foi inferior ao registrado em outras partes do mundo. Em relação ao mesmo período de 2014, o avanço foi de 19%. A velocidade média da banda larga móvel brasileira ficou em 1,4 Mbps.

No que diz respeito à média de picos de conexão, o Brasil registrou 16,7 Mbps de velocidade de acesso, queda de 10% em relação ao segundo trimestre de 2013 e aumento de 1,9% em relação ao último ano, deixando o 71º lugar e passando à 73ª posição do ranking global. Na América Latina, os picos variaram de 8 Mbps, na Venezuela, a 18,5 Mbps no Equador, países que ficaram na 130ª e 64ª posições, respectivamente.

O Brasil se destacou no avanço no número de endereços IPv4 conectados à plataforma da Akamai: 11% de crescimento e 3,3 milhões de endereços, o que o coloca na liderança desse índice. O relatório ainda aponta o país como a 6ª maior fonte de ataques do mundo no período. 

Velocidade de conexão no mundo 
Entre julho e setembro de 2013, a média global de velocidade de conexão aumentou 10%, atingindo os 3,6 Mbps. Um total de 122 países ou regiões registraram aumento de velocidade média de conexão, variando entre 0,5% na Namíbia (1,1 Mbps) a 76% no Nepal (3,6 Mbps). Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 29%, com todos os dez países com maior evolução apresentando crescimento igual ou superior a 27%. Em todo o mundo, 133 regiões ou países tiveram ampliação em suas velocidades médias de acesso, com variação de 0,2% no Egito (1,2 Mbps) a 259% na ilha da Reunião (6,8 Mbps).

 
No que diz respeito à média global de picos de conexão, entre o segundo e o terceiro trimestre de 2013 houve uma pequena queda de 5,2%, chegando a 17,9 Mbps. Sete dos dez países com maior índice apresentaram aumento, variando de 0,5%, em Hong Kong (65,4 Mbps), pico mais elevado, a 19% na Coréia do Sul (63,6 Mbps) e em Israel (47,7 Mbps). Ano a ano, a média (17,9 Mbps) continua a apresentar um sólido crescimento, com evolução de 13% em relação ao terceiro trimestre de 2012.
 
O estudo, que considera países que tenham mais de 25 mil endereços de IP conectados à rede Akamai, também segmenta a análise por regiões – Américas, Ásia-Pacífico e EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Com base nisso, identificou que na América Latina, a velocidade média de conexão variou de 3,9 Mbps, no México, a 1,1 Mbps, na Bolívia. No ranking global, os países estão na 57ª e 136ª colocação, respectivamente.

A média de velocidade de conexão dos provedores móveis analisados variou de 9,5 Mbps até 0,6 Mbps, no período. Já o pico variou entre 49,8 Mbps a 2,4 Mbps. Dezoito provedores mostraram velocidade média na faixa de banda larga (>4 Mbps) e outros 74 entregaram conexão média entre 1 e 4 Mbps.

No que diz respeito ao uso de browsers, o relatório identificou que cerca de 38% dos pedidos de redes de celular vieram do Android Webkit e 24% foram originados do Apple Mobile Safari. A conclusão é outra quando todas as redes móveis – não só as de celulares – são adicionadas na análise, com cerca de 47% de pedidos originados via Apple Mobile Safari e 33% provenientes de Android Webkit.

Penetração Global de Internet
Mais de 760 milhões de endereços IPv4 provenientes de 239 países ou regiões estiveram conectados à plataforma Akamai. Isso representa um aumento de 1,1% – 8 milhões – se comparado ao trimestre anterior, e de 11% ano a ano. Dentre os 10 países com maior evolução no período de três meses, o Brasil apresentou novamente o maior índice, com 11% de crescimento e 3,3 milhões novos endereços.
 
Em relação ao ano anterior (3T12), a Akamai identificou aumento de mais de 123 milhões endereços IPv4 conectados à sua plataforma. Nos top 10 países, o crescimento variou de 0,7% na Alemanha a 52% no Brasil.
 
Pela primeira vez, o State of The Internet inclui dados sobre a adoção do IPv6. A Europa destaca-se em relação a isso, presente em seis dos dez países com mais índice de adoção no período. No terceiro trimestre o tráfego por meio do protocolo cresceu de 176,000 hits/segundo para mais de 277,000 hits/segundo.
 
Tráfego de Ataques e Portas mais Vulneráveis
A partir do constante monitoramento em toda sua infraestrutura, a Akamai é capaz de identificar os países nos quais os ataques são originados, bem como os principais pontos atingidos por eles. É importante considerar, no entanto, que a região de origem do IP de ataque pode não representar a nação na qual o hacker reside. Durante o período analisado, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 185 países ou regiões, dez a menos do que o verificado no trimestre passado (2T13) e que traz a China como a fonte de ameaças de maior volume observado, com 35%. A Indonésia, que trocou de posição com a primeira colocada, aparece em segundo lugar, com 20%, e os EUA permaneceram na terceira colocação, com 11% dos ataques.

As dez maiores regiões e países fontes de ataque geraram 83% das ameaças observadas no período, sendo que, novamente, a China e a Indonésia foram responsáveis por mais de 50% do volume total. O Brasil figura em 6º lugar, com 2,1%.
 
Em relação às portas mais vulneráveis, a 445 (Microsoft-DS) retomou à primeira posição, com 23% do tráfego de ataques. As portas 80 (WWW [HTTP]) e 443 (SSL [HTTPS]), estão em segundo e terceiro lugar, com 14% e 13%, respectivamente.
 
Ataques DDoS
No período, 281 ataques DDoS foram reportados pelos usuários Akamai, apresentando a primeira queda desde que esse item foi inserido no estudo, no 4T12. O número é 11% inferior ao do segundo trimestre (318). Desse montante, 127 foram apontados por grandes corporações – que incluem instituições financeiras, por exemplo –, 80 pelo segmento de Comércio, 42 por clientes de Mídia e Entretenimento, 18 por agências do setor Público e 14 por empresas de Tecnologia.

 

 

 

 

 

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