Interconexão, SMS e Copa fazem receita da TIM cair


O lucro líquido diminuiu 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2013. O EBITDA cresceu, atingindo R$ 1,331 bilhão. Companhia terminou junho com base de 74,2 milhões de linhas, 30,2 milhões de usuários da rede 3G e 990 mil da 4G.

A TIM divulgou nesta quinta-feira (31), após o fechamento dos mercado, o balanço financeiro referente ao segundo trimestre do ano. A companhia viu sua receita bruta e líquida diminuírem 3,4% de abril a junho, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A receita bruta no trimestre foi de R$ 7,163 bilhões, e a líquida, R$ 4,775 bilhões. Pesou na balança o corte da tarifa de interconexão (VU-M, que ficou 29,8% menor), a queda de envio de SMS, e a Copa do Mundo, cujos feriados decretados em função dos jogos, segundo a empresa, derrubaram o tráfego. No semestre, a receita bruta total atingiu R$ 14,206 bilhões (-1,6% ano a ano). A receita líquida total de serviços foi de R$ 3,985 bilhões, 2% menor que em 2013.

O lucro líquido caiu 5,2% em relação a um ano antes, totalizando R$ 366 milhões. No semestre, foi de R$ 738 milhões, um aumento de 6,7% sobre 2013. Se por um lado o corte da VU-M diminuiu receitas, por outro, derrubou as despesas da companhia, que totalizaram R$ 3,444 bilhões, uma redução de 7,2% comparada ao mesmo trimestre de 2013. O gasto com interconexão encolheu 23,5%.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,331 bilhão, com crescimento sólido de 8% em relação ao segundo trimestre de 2013. Excluindo o impacto do corte da VU-M, o EBITDA teria sido de R$ 1.427 no 2T14, o que representa um crescimento anual de 15,8%. No semestre, fica em R$ 2,648 bilhões, aumento de 7,8% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O ARPU (receita média por usuário) atingiu R$ 17,3, queda de -4,5% sobre um ano antes, também afetada pelo corte da VU-M. Se o efeito do corte da VU-M fosse retirado da equação, o ARPU teria caído 0,3% no ano. O MOU (minutos de uso) foi 137 minutos neste trimestre, uma queda de -6,9% quando comparado a 2013, principalmente devido a queda do tráfego entrante e de longa distância.

No 2T14, os investimentos totalizaram R$ 1.044 milhões, uma redução de 7% em relação ao 2T13. Nos primeiros seis meses foram de R$ 1,657 bilhão, aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A dívida bruta atingiu R$ 6,356 bilhões no trimestre, incluindo o primeiro desembolso no total de R$ 1,749 bilhão realizado pelo BNDES para ajudar a financiar o CAPEX 2014-15. Excluindo este efeito no 2T14, a dívida bruta aumentou 1,9% em relação aos R$ 4,421 bilhões ao final do 2T13.

Base e participação
A base de assinantes da encerrou o segundo trimestre com 74,2 milhões de linhas, 2,8% superior em comparação com o mesmo período de 2013. O mercado brasileiro, como um todo, cresceu de 3,8% no período. O market-share apresentou redução pequena, atingindo 26,91% (27,17% um ano atrás).

Junho terminou com 30,2 milhões usuários com aparelhos 3G, um aumento de 76,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A participação de mercado em 3G chegou a 25,52% (em comparação com 24,41% do ano anterior). Em relação à base de assinantes de 4G, a TIM chegou a 990 mil usuários, aumento de 46,5% em relação ao primeiro trimestre. O market-share do 4G ficou em 30,27% (ante 20,21% no mesmo período do ano passado).

Quanto aos números de adições brutas, a companhia registrou 9,4 milhões de novas linhas, crescimento 3,4% menor quando comparado ao 2013. Mais gente saiu: as desconexões totalizaram 9,1 milhões de linhas, contra 8,8 milhões no segundo trimestre do ano anterior. No saldo, foram 286,1 mil adições líquidas (em comparação com 962,9 mil no mesmo período do ano passado).

No segmento pré-pago, os usuários totalizaram 62 milhões, um aumento de 1,9% ano a ano. A base de clientes pós-pago chegou a 12,2 milhões de usuários, um crescimento anual de 7,4% (em comparação com 13,9% no mesmo período de 2013). O número de adições despencou: 10 mil usuários em clientes pós-pagos no trimestres (foram 466 mil adições líquidas um ano antes).

Os usuários de voz e dados (smartphones) pós-pagos atingiram 10,4 milhões (+10,7% sobre 2013). Os negócios machine-to-machine alcançaram 1,3 milhão de acessos (crescimento de 1,4%). A banda larga móvel (minimodems e tablets) registraram 592 mil acessos (queda de 23%).

A cobertura GSM atingiu 94,8% da população urbana no segundo trimestre de 2014, atendendo a 3.429 cidades. A cobertura 3G chegou a 140 novas cidades no 2T14, atendendo 1.175 cidades ou 78,8% da população urbana do Brasil (em comparação com 75% no 2T13). Quanto ao 4G, a cobertura atingiu 35,6% da população urbana, apresentando evolução sobre o primeiro trimestre, quando ficou em 27%.

O Live TIM terminou o trimestre com cerca 100 mil usuários, adicionando 20,2 mil novos clientes. A maioria na oferta de 35Mbps. O Live TIM contava com aproximadamente 14,3 mil edifícios conectados em junho (em comparação com 6,3 mil no 2T13), um mercado endereçável de mais de 1,2 milhões de clientes em São Paulo e Rio de Janeiro.

 

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