Intelsat registra recuperação no balanço do primeiro trimestre


A fornecedora de serviços satelitais Intelsat apresentou nesta quinta-feira (8) seu balanço financeiro para o primeiro trimestre, em que reduziu o prejuízo líquido para US$ 7,804, ante US$ 25,248 milhões um ano antes. A companhia, que recentemente abriu capital, registrou receita 2% maior de janeiro a março, de US$ 655,127 milhões, com Ebitda de US$ 496 milhões e margem Ebitda de 76%.

As receitas no segmento de serviços de rede da Intelsat, que fornece infraestrutura de banda larga para aplicações de telecomunicações, empresas e mobilidade, somaram US$ 298,3 milhões no primeiro trimestre, estável em relação ao mesmo período de 2012 em parte devido à continua migração de seus clientes para sistemas terrestres de fibra óptica.

No negócio de mídia, que fornece capacidade de satélite para a transmissão de programas de televisão e DTH, a receita cresceu 6% ano sobre ano, para US$ 223,2 milhões, graças ao aumento do volume de serviço.  No segmento governo, a companhia registrou receita 2% menor, devido à contenção de gastos do governo estadunidense, algo que deve ser recorrente ao longo do ano.

Para o ano de 2013, a Intelsat disse que espera gerar uma receita entre US$ 2,615 bilhões e US$ 2,640 bilhões.

América Latina
Em conferência de resultados, o CEO da Intelsat Dave McGlade, afirmou que os clientes da companhia na América Latina, em geral, renovaram e ampliaram contratos de prestação de serviço, com destaque para a Oi, no caso brasileiro, que renovou um contrato para suportar serviços de telefonia por alguns anos. “A demanda por infraestrutura de banda larga na América Latina continua forte”, declarou.

No segmento de mídia, em que a companhia projeta maior crescimento no próximo período em diversos mercados, a companhia destacou o crescimento na América Latina com o lançamento de um satélite no segundo semestre para a Directv Latin America, dona da prestadora de serviço de TV por satélite Sky no Brasil, cujos benefícios serão sentidos em 2015. Um segundo satélite para a regional da companhia na América Latina será lançado no ano seguinte com impacto positivo no balanço de 2016.

Apesar do aumento da capacidade da Intelsat na América Latina, McGlade destacou que os preços continuam fortes na região, em virtude da alta demanda. (Da redação)

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