Inteligência artificial será usada para enganar humanos, prevê Avast


Aumentará o uso de inteligência artificial para burlar a própria segurança da IA, como se verificou no ano passado, quando um algoritmo enganou o outro, trocando um sinal de “pare” por outro de “velocidade de 70 KM por hora”.

A Avast lança relatório anual sobre as ameças que irão impactar o mundo digital no ano de 2019. Entre elas, a “DeepAttacks”, que gera conteúdo criado por inteligência artificial para escapar dos controles de segurança da própria inteligência artificial, provocando sérios danos aos humanos.

Em 2018, a equipe do Laboratório de Ameaças da Avast observou muitos exemplos nos quais os pesquisadores usavam algoritmos de inteligência artificial adversária para enganar humanos. Os exemplos incluem um falso vídeo do Obama criado pelo Buzzfeed, onde o presidente é visto transmitindo frases falsas de maneira convincente.

“Também vimos casos de Inteligência Artificial adversária que deliberadamente confundiram os mais inteligentes algoritmos de detecção de objetos. Por exemplo, enganando um algoritmo para fazê-lo pensar que um sinal de Pare indicava um limite de velocidade de 70 km/h”, alertou a empresa. Para esse ano, a empresa prevê aumento na implantação do DeepAttacks.

Além disso, a Avast prevê maior sofisticação nas ameaças à IoT (Internet das Coisas). Essa ameça, diz a empresa, irá aumentar à medida em que mais dispositivo virão conectados à internet, e muitos deles têm baixa proteção de segurança, “para manter os custos baixos ou porque não são especialistas no assunto.”

O ataque a roteadores, diz a Avast, irá aumentar e mudar de característica, pois haverá mais sequestro de roteadores com o intuito de usá-los para roubar credenciais bancárias.

“Um exemplo é quando o roteador infectado injeta uma imagem HTML maliciosa em páginas específicas da web, quando exibidas em dispositivos móveis. Esse novo elemento pode pedir para que os usuários de dispositivos móveis instalem um novo aplicativo bancário malicioso, que irá capturar as mensagens de autenticação”

Por fim, a empresa prevê que táticas bem conhecidas como publicidade, phishing e aplicativos falsos continuarão dominando o cenário de ameaças em dispositivos móveis.

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