Intel vai entrar na licitação dos notebooks do governo federal


 O diretor geral da Intel do Brasil, Oscar Clarke, afirmou hoje que a sua empresa irá disputar a licitação internacional a ser lançada pelo governo para a compra de 150 mil a 200 mil notebooks a serem distribuídos para as escolas públicas, dentro do programa Um Computador por Aluno. Segundo Clarke, até que a licitação …

 O diretor geral da Intel do Brasil, Oscar Clarke, afirmou hoje que a sua empresa irá disputar a licitação internacional a ser lançada pelo governo para a compra de 150 mil a 200 mil notebooks a serem distribuídos para as escolas públicas, dentro do programa Um Computador por Aluno.

Segundo Clarke, até que a licitação seja lançada (ele imagina que ela ocorrerá em outubro), a empresa terá conseguido atingir o preço da  máquina estipulado pelo governo brasileiro, que deverá variar entre US$ 175 a US$ 200. Conforme o executivo, o equipamento da Intel, – o Classemate – já está sendo comercializado na China a US$ 225 (FOB). “Com o aumento das encomendas em todo o mundo, acreditamos que poderemos chegar a preços mais baixos”, afirmou. Atualmente, o governo faz testes-pilotos com três produtos: o Classemate, o Xo e o Mobile.

O executivo esteve em Brasília juntamente com Greg Pearson, vice-presidente de Vendas e Marketing e presidente da Intel Américas, para doar ao governo federal cinco mil processadores Pentium IV de 2,6 GHz. Esses processadores, que foram descontinuados no ano passado, eram comercializados a US$ 80.

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Segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, quatro mil desses processadores serão encaminhados para os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que recuperam as máquinas descartadas pelo governo e outros mil serão repassados para o programa de inclusão digital do Ministério do Desenvolvimento. Os três CRCs em funcionamento recuperaram, até abril, 683 computadores e 283 já foram doados.

Conforme Pearson, a doação desses processadores e de outros 7.500 PCs à Universidade Aberta do Brasil faz parte do programa da empresa voltado para os países emergentes, que em cinco anos, irá investir US$ 1 bilhão no apoio a projetos educacionais, de acesso e de conectividade.

Políticas
A Intel, uma das empresas que também joga as suas fichas na tecnologia WiMAX, porque, segundo Pearson, é a única que dá “liberdade aos computadores” e porque, com a disseminação da banda larga, a Intel espera fazer microprocessadores cada vez mais potentes, torce para que o governo brasileiro consiga desatar o nó dessa licitação, que está paralisada, ainda este ano.

A Intel vê com bons olhos a política de estímulo à fabricação local de semicondutores lançada pelo governo, mas, por enquanto, não pretende vir para o Brasil. “Estamos sempre analisando opções de investimentos, mas acabamos de anunciar a instalação de uma fábrica de semicondutores na China”, assinalou Pearson.

Paraguai
A Intel, conforme Clarke, apóia também a intenção do governo federal de criar tarifas diferenciadas para produtos eletroeletrônicos importados do Paraguai. “Se a iniciativa do governo é de formalizar o mercado, não temos nada contra”, concluiu o executivo.

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