Integrantes da FCC faltam a compromissos nos EUA por falta de recursos


Uma disputa entre Donald Trump e o parlamento dos Estados Unidos forçou funcionários públicos a cruzarem os braços. Trump quer que o orçamento do ano preveja gastos de quase US$ 5 bilhões com a construção de um muro na fronteira com o México. Mas o Congresso, de maioria democrata e contrária à construção, não quer liberar o valor. O resultado são cerca de 800 mil (25%) funcionários públicos com salários atrasados ou em casa, à espera dos recursos para reativar os serviços públicos.

A briga já transbordou para a FCC, responsável por regular as comunicações no país. Ajit Pai, presidente da autarquia, cancelou a participação que faria na CES, uma das principais feiras de eletroeletrônicos do mundo. Outro comissário, Brendan Carr, também teve de dizer que não mais iria comparecer. Ambos fariam apresentações sobre a influência da FCC no mercado de tecnologia, sobre privacidade ou sobre 5G.

Além dos compromissos públicos, a FCC avisou que também está em operação reduzida devido à falta de dinheiro. Desde 3 de janeiro a comissão suspendeu sistemas, mantendo apenas alguns em funcionamento: como o de alertas para quedas na rede de telecomunicações, de desastres naturais, ou o que está sendo usado para o leilão de frequências 5G.

Saíram do ar sistemas de recebimento de reclamações de usuários de serviços de telecomunicações, de aviso de interferências de espectro e de registro de pedidos de testes e homologações. Na prática, entidades certificadoras de produtos usados nos EUA, por exemplo, não podem registrar pedidos no momento para certificação de novos produtos. (Com agências internacionais)

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