Institutos se preparam para medir inflação com tarifas em minuto


Os institutos de pesquisa responsáveis pelos cálculos dos índices de inflação terão que fazer ajustes em suas metodologias de coletas e análise de preço em função da mudança na tarifação do serviço de telefonia fixa, que passará de pulso para minuto. Esse ajuste será necessário para evitar distorções nos índices calculados pelo IBGE (Instituto Brasileiro …

Os institutos de pesquisa responsáveis pelos cálculos dos índices de inflação terão que fazer ajustes em suas metodologias de coletas e análise de preço em função da mudança na tarifação do serviço de telefonia fixa, que passará de pulso para minuto. Esse ajuste será necessário para evitar distorções nos índices calculados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Hoje, 13, técnicos dos quatro institutos passaram o dia reunidos na Anatel para entender os dados utilizados pela Agência no processo de conversão das ligações para minuto. “O Ministério da Fazenda está preocupado que está transição ocorra com a máxima transparência possível e é importante que os institutos adequem suas metodologias para que não haja nenhum efeito metodológico estatístico espúrio (adulterado, modificado) nesse processo de mudança”, frisou Helcio Tokeshi, titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, que intermediou a realização do encontro no órgão regulador. 

Tokeshi ressaltou que não há intenção do Ministério da Fazenda de influenciar o cálculo da inflação medida pelos institutos com o intuito de evitar possíveis altas com a mudança na tarifação. “Eles são independentes e tem suas metodologias próprias. Não é intenção do Ministério da Fazenda influenciar os índices, mas assegurar que as medidas de inflação mantenham as melhores características técnicas", destacou.

O secretário afirmou ser muito difícil prever qual será o resultado final da mudança de pulso para minutos na cesta de índices calculada pelos institutos, mas defendeu que nova forma de tarifação dará mais transparência à conta telefônica do usuário. “Ficará mais fácil para o consumidor comparar os gastos com os serviços de telefonia fixa local com outras formas de comunicação. O que poderá provocar uma mudança de hábitos de consumo. Isso aumenta a concorrência no mercado e, no longo prazo, ajuda a segurar os preços”, analisou.

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