Inovar ou morrer, aponta pesquisa da CNI com CEOs de 100 indústrias


Inovar ou morrer. A inovação virou uma questão de sobrevivência para os negócios do País, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje,10. Segundo o levantamento, um em cada três CEOS, presidentes e vice-presidentes de 100 indústrias avalia que a indústria brasileira precisará dar um salto de inovação nos próximos cinco anos para garantir a sustentabilidade dos negócios em curto e longo prazos. Para a missão, terá de usar recursos próprios diante da escassez de dinheiro público.

Para 31% dos entrevistados, o grau de inovação da indústria será alto ou muito alto nos próximos cinco anos, principalmente por necessidade ” Nossa capacidade de inovar é que determinará quem fica com as portas abertas e quem vai desaparecer nesse ambiente de crescente pressão tecnológica e de sofisticação de mercado”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Financiamento

Com relação ao financiamento de atividades de inovação, a pesquisa aponta que 55% das empresas utilizam recursos próprios para esse fim. Esse porcentual é maior que o verificado em 2015, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, e 40% das empresas declararam usar apenas recursos próprios. Além disso, diminuiu de 55% para 40% o número de empresas que usam combinação de fontes.

Pouco inovador

A pesquisa mostra ainda que, atualmente, apenas 6% dos entrevistados consideram a indústria brasileira muito inovadora. Em 2015, esse porcentual era de 14%.

Na edição deste ano, 49% dos empresários consideram o grau de inovação da indústria do País baixo ou muito baixo, ante 62% verificados em 2015. Para esses empresários, justificam a avaliação negativa a ausência da cultura de inovação no País e nas empresas, citada por 25% dos empresários; a falta de financiamento e investimentos em inovação (18,8%), e o cenário de crise econômica (14,6%).

Veja o gráfico das dificuldades que inibem a inovação no País.

 

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