Inmarsat: aquecimento da economia amplia mercado de satélites no Brasil.


A Inmarsat, empresa de comunicações globais móveis via satélite, quer crescer no Brasil e na América Latina, e aproveitar o bom momento obtido ano passado, quando registrou crescimento de dois dígitos em suas operações marítimas, aéreas e terrestres. O Brasil representa cerca de 40% das receitas obtidas na América Latina, que por sua vez responde …

A Inmarsat, empresa de comunicações globais móveis via satélite, quer crescer no Brasil e na América Latina, e aproveitar o bom momento obtido ano passado, quando registrou crescimento de dois dígitos em suas operações marítimas, aéreas e terrestres. O Brasil representa cerca de 40% das receitas obtidas na América Latina, que por sua vez responde por aproximadamente 10% do faturamento total da Inmarsat no mundo. “O aquecimento do mercado brasileiro fez as empresas daqui precisarem mais de nossos serviços”, comemora Svante Hjorth, vice presidente para as Américas. “Sentimos um aquecimento na demanda, principalmente nas divisões de óleo e petróleo, e governamental”, destaca. Empresas pretolíferas como Petrobras, além da Venezuelana PDVSA e da mexicana Pemex utilizam muito as comunicações via satélite para suas plataformas de exploração off-shore, explica o executivo.

Ele avalia que a tendência é o crescimento das conexões via satélite, “pois é inevitável ter acesso a mails, dados e GSM, seja dentro de um avião, navio, ou em localidades remotas”. A empresa lançou mundialmente, no início deste ano, o FleetBroadband, serviço de comunicações marítimas que possibilita transmissão global de voz e dados simultâneamente, em banda larga de alta velocidade, em padrões 3G. O serviço deverá estar disponível para o Brasil nos próximos meses, com a definição de questões regulatórias com a Anatel, conta Hjorth. O setor marítimo, principal mercado da empresa, cresceu 20% em 2007, quando comparado ao ano anterior. No entanto, no ano passado foi o segmento aéreo que obteve o maior crescimento da empresa, 30% quando comparado a 2006. O serviço permite transmissão de voz, fax e dados durante vôos, e já está sendo instalado em vários trechos de rotas da Lufthansa, Ryanair e Quanta.

A empresa pretende lançar para a América do Sul, em dezembro deste ano, seu serviço de telefonia via satélite IsatPhone, “que funciona como se fosse um celular global”, explica Hjorth. O serviço já está disponível na Ásia e Oriente Médio, com terminais fabricados pela Ericsson, e a empresa está lançando uma RFP (pedido de propostas, em inglês) para fabricação de terminais para o serviço global, que deverá estar operacional no final deste ano. “Nos próximos 3 a 5 anos queremos conquistar 10% deste mercado, numa estimativa conservadora”, diz Hjorth.

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