Iniciativa de realizar testes em 450 MHz sinaliza que Oi deve participar do leilão casado da 4G


Apesar de o presidente da Oi, Francisco Valim, insistir em que a empresa ainda não tomou a decisão de vai ou não participar do leilão das faixas de freqüência de 450 MHz e 2,5 GHz, que acontece em maio, o fato de ela ter tomado a iniciativa de patrocinar testes na faixa de 450 MHz para atendimento rural é um claro indicativo da disposição da empresa de não ficar fora da disputa. Sem pompa, mas com o peso da presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do presidente da Anatel, João Rezende, foram iniciados hoje os testes na localidade de Marumbi, na zona rural de Morretes, no Paraná, com a transmissão de sinal de voz e dados.

De acordo com Valim, o interesse da Oi em patrocinar os testes, nos quais conta com a parceria tecnológica da Huawei, que fornece as estações radiobase e os terminais na tecnologia CDMA, é contribuir para se encontrar uma solução para o atendimento rural em voz e dados. Ele disse, também, que o teste vai permitir à operadora conhecer melhor os custos do serviço e, assim, ter mais elementos para decidir se participa do leilão, e como participa. “Vamos ter dados para avaliar o preço mínimo da freqüência e o preço máximo da prestação do serviço ao usuário, que vai ser fixado ainda pela Anatel”, informou. Os resultados dos testes vão compor um relatório que será apresentado pela Oi como contribuição à consulta pública das faixas de freqüência. A consulta pública deveria ser encerrar no dia 26 deste mês, mas deverá ser prorrogada por umas duas semanas a pedido do conselho consultivo da Anatel.

Condições topográficas

O teste, iniciado hoje por Morretes, vai envolver ainda duas outras localidades (nos municípios de Antonina e Realeza) no Paraná, estado de origem tanto do ministro Paulo Bernardo como do presidente da Anatel, João Rezende, duas localidades no Distrito Federal (São Sebastião e Sobradinho) e Manaus. “Com esses testes, em localidades com diferentes topografias, em regiões acidentadas com montanha, em campos e cerrados e na Amazônia, vamos conhecer como se desempenha a propagação do sinal nessa frequência e ter mais elementos para decisão”, explicou o ministro Paulo Bernardo, justificando assim o interesse do MiniCom e da Anatel em acompanhar os testes de perto.

Os testes deverão eliminar polêmicas entre a equipe técnica da Anatel, e da Oi que fez, juntamente com a Huawei, uma simulação sobre o número de estações radiobase necessárias para cobrir toda a zona rural do país, com atendimento aos pontos definidos no Programa Geral de Metas de Universalização III. Ou seja, telefones públicos em escolas rurais e postos de saúde; em comunidades quilombolas, assentamentos rurais e aldeias indígenas; postos de serviço em cooperativas rurais; internet gratuita nas escolas; e acesso individual à telefonia fixa para propriedades rurais localizadas a até 30 km das sedes municipais. O número de ERBs calculado pela Anatel é inferior ao obtido pela Oi na simulação. E a precisão da informação técnica é fundamental para o cálculo do custo da rede e, portanto, do serviço.

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