Ingresso da Portugal Telecom na Oi será anunciado nesta terça-feira


Tudo pronto, e os mais de 50 contratos de acionistas entre os diferentes sócios (três fundos de pensão de grandes estatais, BNDES, fundação Atlântico, e os dois sócios privados – AG Telecom e La Fonte)- além dos sócios da Portugal Telecom (como o Banco do Espíritio Santo, Ongoing, Caixa de Previdência portuguesa) estão finalmente concluídos. O anúncio do ingresso da Portugal Telecom na Oi será formalizado amanhã, dia 25 de janeiro, cinco dias antes do prazo limite para a concretização do negócio.

Apesar de frequentes especulações das revistas semanais sobre o futuro de Luiz Eduardo Falco, presidente da concessionária, ele continuará à frente da empresa pelo menos até dezembro deste ano, se não houver renovação de seu contrato. Mas algumas mudanças na organização da corporação vão continuar.Depois da contratação de James Meaney, ex-presidente da Contax, para atuar como COO (coordenador operacional), responsável pelas ações comerciais e de operações da empresa, a corporação decidiu também reestruturar a diretoria comercial, criando uma diretoria voltada exclusivamente para o mercado corporativo e outra para o mercado residencial.

A Portugal Telecom vai fazer um aporte de R$ 8,4 bilhões o que dará direito a cerca de 25,6% das ações da concessionária brasileira (em todos os seus veículos, Telemar Participações, Tele Norte Leste Participações e Tele Norte Leste S.A), participação um pouco maior às projeções do ano passsado (quando foi anunciado o acordo, a participação dos portugueses seria de 22,3%) devido à queda nos preços das ações da Oi.

Leia aqui o resultado da assembleia da Brasil Telecom

A participação da operadora lusa na Oi foi anunciada no dia 28 de julho, após acordo prévio entre as duas companhias. De lá para cá, a Oi teve que pagar ou depositar em juízo alguns milhões de reais referentes a multas aplicadas pela Anatel e não contestadas pela empresas, conforme exigiu a agência; e conseguiu na semana passada convocar assembleia para aprovar definitivamente a aquisição da Brasil Telecom (BrT), operação realizada há mais de dois anos, uma das exigências da Portugal Telecom. 

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