Informatização de hospitais no Rio servirá como piloto para prontuário eletrônico


Após atualizar seu backbone nacional, o Datasus, braço de tecnologia do Ministério da Saúde, planeja informatizar seis hospitais federais no Rio de Janeiro, para depois instituir o prontuário eletrônico na rede hospitalar credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “A informatização desses hospitais será como um piloto para testarmos o funcionamento das redes, que terão …

Após atualizar seu backbone nacional, o Datasus, braço de tecnologia do Ministério da Saúde, planeja informatizar seis hospitais federais no Rio de Janeiro, para depois instituir o prontuário eletrônico na rede hospitalar credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “A informatização desses hospitais será como um piloto para testarmos o funcionamento das redes, que terão tecnologias sem-fio e cabeada e nossa meta é que esse projeto seja uma referência para os demais hospitais do país, conveniados com o SUS”, conta o diretor do Datasus, Luis Gustavo Loyola dos Santos.

Após atualizar seu backbone nacional, o Datasus, braço de tecnologia do Ministério da Saúde, planeja informatizar seis hospitais federais no Rio de Janeiro, para depois instituir o prontuário eletrônico na rede hospitalar credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “A informatização desses hospitais será como um piloto para testarmos o funcionamento das redes, que terão tecnologias sem-fio e cabeada e nossa meta é que esse projeto seja uma referência para os demais hospitais do país, conveniados com o SUS”, conta o diretor do Datasus, Luis Gustavo Loyola dos Santos. O Ministério, diz ele nesta entrevista, está consciente de que os processos manuais já se esgotaram e os registros clínicos assistenciais que compõem os prontuários dos pacientes representam mais de 75% da base de informação na saúde, por isso, a melhor solução, é o prontuário eletrônico.

De acordo com o diretor do Datasus, a solução para informatizar os hospitais no Rio prevê uma “célula estanque”, que será o mini data center do hospital e na qual estarão os equipamentos centrais da rede (core da rede, servidores, switches, firewall); e a rede cabeada servirá para conectar os switches que distribuirão a rede pelo prédio e serão conectados aos access point (redes Wi-Fi) que permitirão a conexão das estações de trabalho. Serão instaladas também redes sem-fio outdoor para permitir a conectividade com outras unidades hospitalares e estão previstos equipamentos para RFID para o controle de materiais, equipamentos e até de pacientes.

“A informatização dos hospitais pressupõe uma infraestrutura tecnológica adequada para suportar um Sistema de Informação Hospitalar (SIH), que deve otimizar a gestão da informação e, por conseqüência, a gestão organizacional dos processos de administração, atenção e assistência, além de possibilitar a integração com sistemas de informação externos ligados à rede de saúde”, comenta Loyola. Segundo ele, essa integração, quando aplicada à rede do Sistema Único de Saúde (SUS), deve contribuir para o conhecimento da realidade sobre a saúde  da população usuária dos estabelecimentos de alta complexidade.

Prontuário eletrônico

O diretor do Datasus reconhece que, até hoje, os sistemas de informação nos hospitais públicos brasileiros atenderam essencialmente aspectos administrativos, relegando ao segundo plano as informações clínicas dos indivíduos que compõem o Registro Eletrônico Individual de Saúde (Prontuário Eletrônico). Para se ter uma idéia, os registros clínicos assistenciais que compõem os prontuários dos pacientes representam mais de 75% da base necessária para a gestão da informação saúde, tanto individual quanto coletiva. “A utilização de processos manuais, com registros em papel, de forma ostensiva em quase todos os estabelecimentos hospitalares, atingiu o seu esgotamento”, afirma Loyola.

Por outro lado, destaca o diretor do Datasus, um Registro Eletrônico de Saúde (RES) integrado ao Sistema de Informação Hospitalar permitirá, entre outros avanços, o acesso remoto e simultâneo dos dados clínicos individuais e coletivos; mais segurança e aumento da confidencialidade dos dados do paciente; flexibilidade na organização das informações e integração com outros sistemas de informação; captura automática de dados, além de contribuiir com a pesquisa e melhoria dos mecanismos de auditoria e controle sociais.

Backbone

Com investimentos da ordem de R$ 80 milhões realizados no ano passado, o Datasus atualizou sua infraestrutura tecnológica e alocou parte desses recursos para sua rede, substituindo equipamentos framerelay por MPLS. “O MPLS, além de contar com equipamentos mais modernos e de menor custo, propicia um melhor gerenciamento dos recursos de comunicação, possibilitando melhor aproveitamento dos recursos para a comunicação de voz, dados e imagens”, explica Loyola.

Todos os equipamentos framerelay da rede Infosus (backbone nacional do MS) foram trocados pela tecnologia MPLS com topologia full-mesh, permitindo que todas as localidades se comuniquem de forma direta e independente, reduzindo assim o tráfego na conexão de Brasília e dos Núcleos Estaduais. Antes, a comunicação entre as localidades passava necessariamente por Brasília. De acordo com Loyola, esta nova rede conta ainda com um link de contingência entre Brasília e o Rio de Janeiro, melhorando o acesso e integração das bases de dados disponíveis nos dois data centers e o acesso à internet passou de 98 Mbps para 256 Mbps. “Além do aumento de velocidade de acesso à internet, esta nova rede conta também com acesso descentralizado, podendo atender até 580 pontos de acesso”, informa o diretor.

Aplicações

foto:Agência BrasilUm dos objetivos do Ministério da Saúde com a modernização da infraestrutura tecnológica é desenvolver aplicações para a oferta de serviços de e-gov com mobilidade. Já está em teste, em 37 cidades, um sistema que transmite um eletrocardiograma via telefonia celular, permitindo a realização de um exame no paciente ainda na residência ou na ambulância a caminho do hospital, com a transmissão dos dados via internet para análise pela central de telemedicina do hospital e o retorno do laudo em cinco minutos.

O serviço, chamado de Tele-Eletrocardiografia Digital, está em teste no Hospital do Coração (HCor) de São Paulo e pode ser ampliado para as unidades de UTI do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). De acordo com Loyola, a meta é instalar os Kits com eletrocardiógrafos e telefones celulares em unidades do SAMU cobrindo 1.276 cidades. Os investimentos no projeto são de R$ 6,9 milhões em três anos, aplicados na compra de aparelhos, treinamento de equipes do SAMU e manutenção de equipamentos.

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