Indústria pede ao Minicom agilidade no processo da faixa de 2,5 GHz


Executivos da indústria de telecomunicações estiveram hoje com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para pedir agilidade na condução do processo de destinação da faixa de 2,5 GHz, cuja consulta pública foi encerrada sexta-feira. A preocupação é de que aconteça o mesmo que ocorreu com a freqüência de 3,5 GHz, que teve a consulta pública …

Executivos da indústria de telecomunicações estiveram hoje com o ministro das
Comunicações, Hélio Costa, para pedir agilidade na condução do processo de destinação da faixa de 2,5 GHz, cuja consulta pública foi encerrada sexta-feira. A preocupação é de que aconteça o mesmo que ocorreu com a freqüência de 3,5 GHz, que teve a consulta pública cancelada no final do ano passado e até hoje não foi aprovada a nova proposta pelo Conselho Diretor da Anatel.

Os executivos apóiam a proposta de 2,5 GHz da forma como está, sem necessidade até de antecipar o leilão, como defende as operadoras móveis. “Se acontecer em 2013, como prevê a proposta, é tempo suficiente para implantar os avanços necessários para dar suporte à Copa do Mundo de 2014, inclusive o LTE”, disse o diretor de Relações Governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini.

Durante o encontro, os executivos sugeriram que a Anatel flexibilize o uso da faixa
destinada ao MMDS – que ficará em 50 MHz, após 2013 – para que as empresas que
prestam serviço com essa tecnologia possam escolher o que oferecer, se TV por
assinatura por micro-ondas ou banda larga via WiMAX. Eles reconhecem a dificuldade
que essas empresas terão em oferecer os dois serviços com a largura de banda
destinada a elas, além de estarem presas aos contratos assinados com a agência de
prestar os serviços de TV paga, com oferta de determinado número de canais.

Giacomini disse que a ação da Neotec pedindo a suspensão da consulta pública, em razão de irregularidades no processo, sequer foi comentada no encontro. Mas considera que a entidade, que congrega as empresas de MMDS, tem direito de lutar por seus interesses. O juiz já notificou a Anatel, que tem prazo de 10 dias para apresentar sua defesa.

O Plano Nacional de Banda Larga, em elaboração pelo governo, também foi abordado no encontro dos executivos com Hélio Costa. Segundo eles, a banda larga móvel é ideal para massificar o uso do serviço na área urbana. “Mas para isso precisamos de mais freqüência, para aumentar a capacidade e a qualidade do serviço”, disse Giacomini. Ele admite que a redução do preço, entretanto, dependerá da isenção de impostos.

Além de Giacomini, participaram do encontro os representantes da Alcatel-Lucent,
Wagner Ferreira; da Ericsson, Lourenço Pinto Coelho; da NEC, Paulo Castelo Branco e
da Nokia-Siemens, Aluízio Byrro. Eles compõem o informal Grupo 4G, que defende a
destinação de espectro para LTE (Long Term Evolution).

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