Indústria eletroeletrônica retorna a patamar de 2006 em número de empregados


As indústrias elétricas e eletrônicas fecharam 5,4 mil postos de trabalho no primeiro trimestre de 2016, segundo dados da Abinee com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Apenas no mês de março foram extintas 2,8 mil vagas. O desempenho supera a previsão inicial da Abinee que esperava a redução de 4 mil vagas neste ano.

Segundo o presidente da entidade, Humberto Barbato, após fechar 45,5 mil vagas em 2015, a perspectiva era de um declínio sensível no ritmo de demissões em 2016. “Entretanto, com a manutenção da crise política, um período demasiado largo sem indicativos de melhoras, as empresas não tiveram saída”, afirma.

Ele acrescenta que é inviável fazer uma nova previsão neste instante, diante da indefinição sobre os rumos econômicos e políticos. “Vai depender muito da confiança que se instale nos diferentes agentes econômicos com as mudanças que vierem a acontecer, e em função do retorno da capacidade de agir do governo. Precisamos superar esta fase interminável de turbulência que paralisou o governo e o país”, diz.

Considerando que nos últimos 12 meses, foram fechados 50 mil postos de trabalho, o número de empregados diretos no setor caiu para 242,6 mil, atingindo patamar próximo de dezembro de 2006, quando a indústria elétrica e eletrônica dispunha de 241 mil trabalhadores diretos.

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