Indicação de Sardenberg é bem recebida pelo mercado


Tanto executivos do setor de telecomunicações, como de associações setoriais, apenas têm informações públicas sobre o ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo Fernando Henrique, e e ex-chefe da missão permanente do Brasil na ONU, Ronaldo Sardenberg, que foi indicado (e aceitou) para ocupar uma das duas vagas de conselheiro em aberto da Agência Nacional …

Tanto executivos do setor de telecomunicações, como de associações setoriais, apenas têm informações públicas sobre o ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo Fernando Henrique, e e ex-chefe da missão permanente do Brasil na ONU, Ronaldo Sardenberg, que foi indicado (e aceitou) para ocupar uma das duas vagas de conselheiro em aberto da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. Mesmo assim, num ponto, todos os entrevistados pelo Tele.Síntese concordam: trata-se de um funcionário de carreira de alto nível e qualificação profissional. “Como temos tantos mais que ocupam funções no Banco Central e no Itamaraty”, diz João de Deus, diretor de planejamento executivo da Telemar.

“É um nome respeitável e respeitado. É muito auspicioso ter alguém como Sardenberg na Anatel, e que possa recuperar um pouco a musculatura da agência”, comenta Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA. A seu ver, o ex-ministro é uma pessoa informada e sensível aos problemas existentes, o que é “um valor importante” para o setor, assim como para a própria imagem da Anatel, “que está precisando de reforço”, conclui ele.

Temores

Boa receptividade à parte em relação à indicação de Sardenberg, entre algumas fontes do setor há certos temores quanto à situação da própria Anatel, isto é, suas condiçoes para cumprir seu papel de agente executor e fiscalizador das políticas de comunicação. Assim como dúvidas sobre quem ocupará a outra vaga no conselho da agência porque, conforme o indicado, há o risco de bloquear o trabalho de Sardenberg. Segundo o ministro Hélio Costa, a indicação virá do PMDB, mas isso só ocorrerá depois da eleição do presidente da Câmara.

Embora no mercado se fale insistentemente no nome do advogado Alexandre Jobim, que trabalhou para a Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV), o ministro avalia que o fato de Jobim ter sido ligado às emissoras de TV é um forte impedimento à sua indicação. A preocupação de alguns executivos é que seja indicado mais um sindicalista, formando uma maioria no Conselho Diretor, o que poderia constranger a atuação de Sardenberg.

Recursos

Nem Luiz Francisco Perrone, vice-presidente de regulamentação da Brasil Telecom, nem Ércio Zilli, diretor executivo da Acel, conhecem pessoalmente Sardenberg, mas o seu currículo, as funções e cargos que ocupou indicam um funcionário de boa formação, grande experiência são de peso. “O ex-ministro tem uma visão abrangente da economia e de seus diversos setores e, certamente, sabe da importância das telecomunicações”, comenta Zilli.

Por tudo isso, ele tem condição potencial de fazer um bom trabalho, mas, infelizmente, isso não basta, já que a agência precisa dispor de recursos financeiros, orçamento, para contratar mais quadros e as consultorias que necessita. O representante das operadoras móveis observa que o diplomata é como o militar, normalmente disciplinado, e isso é positivo.

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