Indicação de conselheiros da Anatel deverá ser conjunta para duas vagas


Moving Out - Phil Roeder (CC)Com o cenário político de enfrentamento ao governo por parte da base rebelde, com destaque para o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB/AL), ninguém considera prudente que o Planalto encaminhe para sabatina nome para a vaga de conselheiro da Anatel, ainda mais porque o nome deveria ser indicado pelo PT. Tudo indica, segundo fontes do governo e do PMDB, que a indicação só venha a ser feita depois que o conselheiro Marcelo Bechara deixar o cargo, em agosto. Assim seriam feitas ao mesmo tempo as indicações para vaga do ex-conselheiro Jarbas Valente, que deixou o cargo em novembro de 2014, e para a vaga que será aberta com a saída de Bechara — ele avisou que deixará o cargo em agosto, embora seu mandato vá até novembro.

Essa mesma estratégia, de dupla indicação com nome proposto pelo PT e nome do PMDB, foi adotada com sucesso quando da indicação dos conselheiros Marcelo Bechara e Rodrigo Zerbone. O nome mais mencionado na cota do PT é o do ex-senador Aníbal Diniz, jornalista e historiador, ligado ao governador Tião Viana. A indicação, que alguns dizem que foi formalizada e outros que não, vem sendo criticada por quem teme a politização de cargos em agências.

O PMDB, com longa tradição na estratégia de ocupar cargos, aproveitou o episódio — a defesa do nome do ex-senador Diniz pelo ministro Ricardo Berzoini, das Comunicações — para ganhar pontos junto ao mercado de telecom. “Nós vamos indicar um nome técnico. Somos a favor de técnicos em agências reguladoras”, comentou um dirigente. Segundo se comenta, os senadores Romero Jucá e Eunício Oliveira vão se encarregar da articulação de um nome técnico, que tanto pode ser do Senado como da própria Anatel, informou um assessor.

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